“Comprometemo-nos a apoiar a continuação da investigação mediante uma contribuição importante”, disse Enders, em entrevista publicada hoje pelo jornal francês “La Tribune”.
A Airbus quer “saber o que aconteceu exatamente”, ressaltou o presidente, porque a prioridade absoluta é “melhorar a segurança do transporte aéreo”.
O custo estimado para continuar a busca das caixas-pretas seria de entre 12 milhões e 20 milhões de euros por um período de três meses, pelo menos, e o fabricante europeu, nesse caso, ofereceria “uma parte significativa”.
A segunda fase da busca atualmente em andamento, uma vez que as caixas-pretas deixaram de emitir sinais para a localização, deveria terminar em 22 de agosto, afirmou o jornal.
O novo dispositivo colocado pela Airbus permitirá manter dois ou três navios na área, assim como pelo menos um submarino, equipado com um sonar potente, para encontrar as caixas-pretas.
O construtor aeronáutico europeu se mostrou confiante nas possibilidades de encontrar as caixas-pretas, “algo que já se viu em alguns casos, após vários meses de imersão”.
À espera de que o organismo francês encarregado da investigação oficial apresente suas conclusões, a imprensa especula diversos motivos do acidente do A330-200 da Air France, em particular, um problema com as sondas para medir a velocidade do avião, que já tinham gerado incidentes.
De fato, a Airbus tinha emitido desde 2007 uma recomendação para a substituição dessas sondas, fabricadas pela Thales, por outras de nova geração da mesma marca. A Air France acelerou a substituição dessas sondas, que já foram totalmente trocadas em sua frota.