A Air France afirmou hoje que não descarta trocar os sensores que medem a velocidade de seus aviões e que são objeto de polêmica, decease após o acidente com o voo entre Rio de Janeiro e Paris, shop no qual os 228 ocupantes morreram, shop e um incidente ocorrido em meados de julho.
Em 13 de julho, um Airbus A320 da companhia que fazia a linha Roma-Paris teve um problema com os sensores BA, o novo padrão do fabricante Thales, de modo que o comandante ficou sem indicações sobre a velocidade e teve que passar ao modo manual.
O problema, que não durou mais que “alguns segundos”, levou o Sindicato Nacional de Pilotos de Linha (SNPL, majoritário na companhia aérea francesa) a pedir que, se a investigação concluísse que há um problema com os dispositivos fabricados pela Thales, estes sejam trocados por outros da marca americana Goodrich.
“Não se descarta nenhuma hipótese”, disse à Agência Efe uma porta-voz da Air France, perguntada sobre a demanda do SNPL, que propôs trocar os sensores do fabricante Thales, recentemente substituídos, se a investigação indicar que apresentam risco particular de avaria.
A porta-voz insistiu em que “serão tomadas todas as medidas necessárias”, mas após saírem os resultados da análise que está sendo feita com o fabricante aeronáutico Airbus e com as autoridades da segurança aérea europeia.
A posição do SNPL vem da constatação de que, segundo seus dados, “não ocorreu nenhum incidente em voo nos aviões equipados com sondas Goodrich” – da qual a Air France não é cliente -, que representam 70% da frota mundial.
Os dispositivos BA da Thales são os que foram instalados em toda a frota Airbus da Air France em substituição aos AA, depois que o fabricante aeronáutico europeu fez, em setembro de 2007, uma recomendação para trocá-los nos modelos de sua família de aeronaves A320.
Esse processo de substituição foi acelerado após o acidente do A330 que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, que – à espera das conclusões oficiais – alguns especialistas vincularam a uma falha dos sensores AA da Thales.
A Airbus, que espera também o resultado das investigações, insiste em que um defeito de funcionamento desses dispositivos para medir a velocidade não explica por si só um acidente, e também em que a frequência de incidentes é de um em cada 1 milhão de voos.