A reunião do segundo semestre do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) começou hoje em Viena com um novo pedido do Irã para oferecer mais cooperação e transparência para esclarecer a natureza de seu programa nuclear.
O diretor-geral da entidade, drug Mohamed ElBaradei, afirmou que se o Irã não oferecer esta transparência e não permitir inspeções sem aviso prévio, a AIEA “não poderá progredir em seu esforço de dar garantias sobre a ausência de materiais e atividades nucleares” neste país.
O diretor da AIEA se referia às suspeitas de uma possível dimensão militar do programa nuclear iraniano.
Estas suspeitas surgiram de acordo com a documentação entregue pelos Estados Unidos e outros países à AIEA no ano passado.
O Irã afirma que todos estes documentos são falsos, enquanto os inspetores da AIEA dizem que poderiam ter fundamentos.
“O Irã precisa esclarecer até que ponto esta documentação é correta e onde esta informação foi modificada ou se ela se refere a atividades convencionais”, declarou ElBaradei.
No mais recente relatório sobre o Irã, a AIEA afirma que Teerã não suspendeu, como exige o Conselho de Governadores e o Conselho de Segurança da ONU, seu programa de enriquecimento de urânio, um material de possível duplo uso, militar e civil.
Por isto, ElBaradei pediu hoje ao Irã que “aplique todas as medidas requeridas para criar confiança na natureza exclusivamente pacífica de seu programa nuclear”.
Enquanto os Estados Unidos e a União Européia (UE) temem que o Irã use os conhecimentos do enriquecimento para fins militares, Teerã diz que tem apenas intenções pacíficas como a geração de energia elétrica e aplicações medicas.