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AIEA pede que Irã coopere de forma ‘construtiva’ na verificação de instalações nucleares

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 12h01

Foto: Banco de Imagens

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) instou o Irã, nesta sexta-feira (27), a cooperar “de forma construtiva” e “com a máxima urgência” em seu pedido de verificação de suas instalações nucleares, segundo um relatório confidencial visto pela AFP nesta sexta-feira.

“A perda, por parte da agência, da continuidade do conhecimento sobre toda a gama de materiais nucleares previamente declarados nas instalações em questão no Irã deve ser tratada com a máxima urgência”, escreveu a agência da ONU.

O relatório da AIEA confirmou que as conversas técnicas sobre o programa nuclear iraniano ocorrerão em Viena na próxima semana.

O Irã e os Estados Unidos estão em negociações para tentar chegar a um acordo e evitar a guerra.

Na quinta-feira, Omã mediou a terceira rodada de negociações entre iranianos e americanos em Genebra, um dia de “progressos significativos”, segundo um alto funcionário omanita.

Esse otimismo, no entanto, foi atenuado pelo alerta do Irã de que os Estados Unidos devem abandonar suas “exigências excessivas” para que se chegue a um acordo.

Os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã afirmaram que as conversas técnicas serão realizadas em Viena na próxima semana, após negociações nas quais o diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, participou.

“As conversas técnicas ocorrerão em Viena durante a semana que começa em 2 de março de 2026”, confirmou a AIEA.

As tensões entre o Irã e a agência nuclear da ONU aumentaram nos últimos anos, e as relações se deterioraram ainda mais após a guerra de 12 dias em junho.

Nesse breve conflito, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra importantes instalações nucleares iranianas, com resultados que permanecem controversos.

Desde aquela guerra, os inspetores da AIEA não tiveram permissão para acessar as principais instalações nucleares iranianas afetadas pelos ataques, embora tenham podido visitar outros locais.

A AIEA solicitou acesso diversas vezes.

AFP

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