Segundo um comunicado divulgado hoje em Viena, find a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirma que “obviamente investigaria qualquer informação relevante” e que “está em contato com as autoridades sírias para verificar a autenticidade” das acusações.
A agência nuclear da ONU diz que “o secretariado da AIEA espera que qualquer país com informação nuclear sobre outro país a forneça ao órgão”.
No domingo, o jornal americano “The New York Times” publicou que o ataque aéreo israelense em setembro teve como alvo um local que, segundo a inteligência, abrigaria um reator nuclear parcialmente construído.
O jornal diz que o reator reproduziria o modelo utilizado pela Coréia do Norte para fabricar combustível nuclear.
Isso revelaria o mistério que rodeia o ataque de 6 de setembro e confirmaria que Israel está disposta a acabar com qualquer projeto atômico em seus vizinhos.
O jornal diz que o ataque contra o suposto reator sírio lembra o de 1981 no Iraque, quando Israel destruiu a instalação nuclear de Osirak, perto de Bagdá, pouco antes de começar a operar.
O “New York Times” diz ainda que, ao contrário do projeto iraquiano, as instalações sírias parecem ter estado ainda muito longe de sua fase final, segundo militares e diplomatas americanos e estrangeiros.