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AIEA dá sinal verde ao mandato de inspeção na Coréia do Norte

Arquivo Geral

09/07/2007 0h00

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu hoje seu sinal verde ao mandato de inspeção na Coréia do Norte para acompanhar o desmantelamento do programa nuclear militar desse país asiático.

Os 35 países-membros do Conselho aceitaram um relatório apresentado pelo Secretariado do órgão, approved segundo o qual a Coréia do Norte se compromete a dar pleno acesso aos inspetores internacionais e entregar um exaustivo inventário de todos seus materiais atômicos.

Segundo fontes diplomáticas próximas à agência nuclear da ONU, os primeiros inspetores poderiam ir à Coréia do Norte nos próximos dias. O regime de Pyongyang tinha produzido nos últimos anos grandes quantidades de plutônio em seu reator de Yongbyon, para construir armas nucleares, das quais uma foi provada em outubro do ano passado, o que causou grande alarme internacional.

No entanto, a Coréia do Norte aceitou em fevereiro passado, dentro de negociações multilaterais (junto com Rússia, China, Japão, Coréia do Sul e EUA), a desmantelar seu programa nuclear militar em troca de ajuda econômica e energética.

O diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse hoje ao plenário do Conselho que está “particularmente satisfeito com a cooperação ativa que a Coréia do Norte ofereceu à equipe da AIEA durante sua recente visita”.

Segundo os cálculos do Secretariado da AIEA, o custo inicial da missão na Coréia do Norte é calculado em cerca de US$ 1,7 milhão para 2007 e 2,2 milhões para 2008, para poder instalar câmeras e outros equipamentos de supervisão. “Por isso, peço que os Estados-membros forneçam os recursos necessários para levar adiante estas atividades de verificação em 2007 e 2008”, disse ElBaradei.

O embaixador dos EUA na AIEA, Gregory Schulte, disse à imprensa que “o fechamento das instalações em Yongbyon, junto com a verificação da AIEA, será um passo importante para conseguir o objetivo comum de uma península coreana livre de armas nucleares”.

O Conselho aprovou também um novo orçamento para 2008 e 2009 de € 295 milhões (US$ 402 milhões) por ano. Desta forma, o aumento adotado finalmente é de 1,4% acima da taxa de inflação, frente aos 2% exigidos inicialmente pelo Secretariado.

ElBaradei disse que o caso da Coréia do Norte “claramente ilustra a necessidade para a agência de ter as reservas financeiras adequadas para responder rapidamente e efetivamente a crises inesperadas”.

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