Khamenei, em reunião com embaixadores do Irã e responsáveis do Ministério de Assuntos Exteriores, insistiu em que o país “não renunciará a seus direitos (nucleares) e não se renderá a essas potências” (ocidentais), segundo a televisão iraniana por satélite “Alalam”.
“A República Islâmica conseguiu essa tecnologia (de enriquecimento de urânio) graças aos esforços de seus cientistas e não renunciará ao desenvolvimento”, reiterou.
As advertências coincidem com as negociações, em Teerã, entre representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Irã, em uma tentativa de chegar a um “plano marco” para solucionar as “questões pendentes” no tema nuclear iraniano.
Através do diálogo com a agência, a República Islâmica tenta se mostrar colaborativa frente à comunidade internacional, para evitar que as sanções contra o país se tornem mais rígidas, devido a sua recusa a suspender o enriquecimento de urânio.
Teerã espera que seu caso seja tratado somente pela AIEA e não chegue ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tinha aprovado duas resoluções com sanções contra o Irã.
As autoridades iranianas afirmam que não renunciarão ao enriquecimento de urânio e asseguram que o processo tem como objetivo o uso pacífico. No entanto, os EUA e a União Européia (UE) suspeitam que as atividades nucleares do Irã têm fins militares.
Na segunda-feira, o secretário do Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, advertiu sobre a adoção de novas resoluções internacionais contra o Irã. Segundo ele, isto “complicaria a situação” e “prejudicaria a cooperação” entre o país e a AIEA.