A AI assegurou em comunicado que 700 das 3.000 pessoas detidas nas manifestações continuam presas e que pelo menos 40 delas foram condenadas em julgamentos aos quais não tiveram acesso seus familiares ou a imprensa.
Segundo a nota, alguns foram condenados por “exercer pacificamente seu direito à liberdade de expressão e de assembléia, e três deles receberam uma condenação somente por dar água a monges (que participavam dos protestos) na rua”.
A AI apelou ao Conselho de Segurança da ONU para que não tolere mais “violações de direitos humanos” da Junta Militar birmanesa.
No ano passado, monges budistas protagonizaram a maior manifestação contra o regime militar nas últimas duas décadas, protestos que foram esmagados pelas forças de segurança.
As Nações Unidas calculam que 31 pessoas morreram na repressão, número que a dissidência aumenta para quase 200.