Segundo os juízes, a explicação dada pelo vice-presidente iraniano para Assuntos Legais e Parlamentares, Mohamad Reza Rahimi, de que se trata de um “erro contábil do próprio tribunal”, não é plenamente convincente e não foi comprovada.
“Os auditores calcularam os lucros do petróleo com base em um método que foi totalmente ratificado em 2006”, respondeu, por sua vez, o Tribunal de Contas em comunicado.
Em seu relatório, o tribunal destaca que durante o período 2007-2008 foram reportados 1.463 casos de infrações relativas ao orçamento nacional, entre elas pagamentos ilegais a membros do atual Executivo.
Além disso, assegura que há algumas situações nas quais o Governo atuou contra as leis orçamentárias.
O suposto desaparecimento de US$ 1,058 bilhão ameaça comprometer a imagem do atual presidente iraniano, que busca a reeleição em eleições no próximo dia 12.
Além disso, reforça a estratégia de seus adversários, que o acusam de ter arruinado o país, ter permitido atos de corrupção e não ter conseguido aproveitar os grandes lucros que o alto preço do petróleo deu aos cofres do Estado no ano passado.
Ahmadinejad acusou ao Tribunal de Contas de tentar sujar a imagem de seu Governo e de colocar a população contra seu Gabinete.
O presidente contra-atacou com o anúncio de que formará um grupo de trabalho cujo objetivo será o de garantir a transparência e resistir à investigação empreendida pelo Parlamento iraniano sobre o tema polêmico. EFE