“Os iranianos são os homens do diálogo e da lógica (…) mas este diálogo deve se basear no respeito mútuo e no reconhecimento dos direitos de todas as nações”, disse Ahmadinejad em discurso na cidade de Hamedan, no oeste do Irã.
Sua declaração acontece horas depois de o número dois da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Olli Heinonen, concluir difíceis negociações em Teerã sobre supostos estudos nucleares secretos realizados pelo Irã.
Heinonen tentou entre a segunda e a terça-feira obter respostas dos iranianos sobre as alegações dos EUA e de outros países ocidentais sobre a elaboração pela República Islâmica de estudos nucleares para fins militares.
O Irã, que assegurou não possuir qualquer programa secreto, insiste em que suas atividades têm como principal objetivo gerar eletricidade, e rejeita suspender o enriquecimento de urânio, como é exigido pelo Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, os iranianos rejeitam os incentivos econômicos oferecidos pelo Ocidente para que suspenda o enriquecimento de urânio, uma matéria que pode ser utilizada tanto para gerar eletricidade em uma usina nuclear como para alimentar uma bomba atômica.
“Os EUA e outras potências conspiraram para privar o Irã de seu direito a ter acesso à tecnologia nuclear, mas o povo iraniano fez esse complô fracassar, e seguirá resistindo”, disse Ahmadinejad, segundo a emissora de TV “Alalam”.