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Ahmadinejad diz que relatório da AIEA é realista e <i>quase livre</i> de pressões

Arquivo Geral

16/11/2007 0h00

O presidente do Irã, cost Mahmoud Ahmadinejad, help disse hoje que o último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é bastante realista e está quase livre das pressões de algumas superpotências, segundo a agência de notícias iraniana Irna.

Em comunicado do gabinete presidencial divulgado hoje pela agência, Ahmadinejad declarou que graças à resistência divina dos iranianos, o trecho sobre o programa nuclear do Irã mudou.

Segundo o presidente, a AIEA está encontrando seu papel e sua posição, e mostrando seus próprios pontos de vista e considerações.

O presidente iraniano se queixou de alguns países ocidentais, especialmente os EUA, que têm tentado há anos exercer pressão sobre a agência (a AIEA) e criar uma disputa na região.

Além disso, para Ahmadinejad, a reação dos EUA e de dois ou três países europeus após a divulgação do relatório é inadequada, já que busca conseguir uma pequena concessão no futuro.

Ahmadinejad pediu a Washington que se desculpe pelas duas resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU com sanções contra o Irã.

Agora que vocês sabem que os dados eram incorreto, deveriam ter a coragem de admitir que estavam equivocados e se desculparem com os iranianos, desafiou.

No entanto, como não esperamos uma desculpa, uma mudança de comportamento seria adequada, concluiu.

Justamente hoje, os EUA defenderam a adoção de novas sanções contra o Irã, depois que o relatório da AIEA reconheceu que seu conhecimento sobre o atual programa nuclear iraniano está minguando.

No texto, divulgado na quinta-feira em Viena, a AIEA certificou que, apesar das exigências do Conselho de Segurança, o Irã mantém as atividades de enriquecimento de urânio e avança na construção de um reator nuclear de água pesada.

Embora reconheça que o Irã deu acesso suficiente a indivíduos e respondeu de forma concreta às perguntas dos funcionários da ONU, a AIEA afirmou que desde 2006 não recebeu o mesmo fluxo de informação sobre o programa nuclear iraniano que tinha anteriormente.

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