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Ahmadinejad diz que colaboração entre Irã e Venezuela é <i>necessária</i>

Arquivo Geral

17/11/2009 0h00


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que a colaboração entre “nações revolucionárias” como o Irã e a Venezuela é, neste momento, “necessária”.

O líder iraniano fez esta declaração durante uma audiência concedida ao ministro de Assuntos Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, em visita oficial a Teerã, à frente de uma ampla delegação econômica.

Maduro chegou hoje à capital iraniana acompanhado dos ministros de Indústrias Básicas, Rodolfo Sanz, e de Indústria, Tecnologia e Ciência, Jesse Chacón, para estreitar a cooperação bilateral e preparar a agenda da próxima visita de Ahmadinejad a Caracas.

Há uma grande cooperação entre os dois países e toda essa capacidade deve ser usada para ampliar as relações bilaterais, afirmou o presidente iraniano.

Ahmadinejad falou também sobre a conjuntura política na América Latina e afirmou que é um bom momento para fortalecer o sentimento solidário e revolucionário.

“O Governo dos Estados Unidos não está em uma posição de poder e está colapsando. O presidente (americano) Barack Obama não é suficientemente forte para criar verdadeiras mudanças na política externa americana”, disse Ahmadinejad, citado pela agência oficial de notícias local “Irna”.

Maduro qualificou de “muito importantes e expansivas” as relações entre Irã e Venezuela, e ressaltou que a intenção de seu país é fortalecer e ampliar os laços com o regime dos aiatolás.

Para aumentar o nível destas relações, as duas partes devem usar toda sua capacidade de colaboração em diversos campos, como a água, a eletricidade, a energia, a agricultura e a indústria, acrescentou.

Segundo fontes iranianas, Ahmadinejad deve retribuir as visitas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, nas próximas semanas.

Chávez viajou a Teerã duas vezes este ano, uma em abril e outra na primeira semana de setembro, apenas dois meses depois de o presidente iraniano ser reeleito em polêmicas eleições, cujo resultado a oposição considera fraudulento e que gerou a maior crise política no Irã nos últimos 30 anos.

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