O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, dispensou 14 conselheiros pessoais, aos quais agradeceu pelos serviços prestados em carta, como confirmou nesta segunda-feira um deles, Mehdi Kalhor, até o momento assessor de Cultura e Meios de Comunicação.
A decisão presidencial chega duas semanas após o líder exonerar de surpresa o ministro de Assuntos Exteriores, Manouchehr Mottaki, quando este estava em viagem oficial à África. Não há informações da motivação das exonerações.
“No domingo, em um decreto presidencial, agradeceu nosso trabalho e comunicou a mim e a outros 13 assessores pela nossa cooperação com o presidente Ahmadinejad tinha concluído”, explicou Kalhor à imprensa estatal.
O ex-conselheiro disse “desconhecer os motivos reais” da medida, enquanto os meios estatais apontam para o desejo de Ahmadinejad de renovar o Gabinete.
Está pendente de aprovação do Parlamento a criação de um novo Ministério, o 22º, para o qual poderia ser designada uma mulher.
A decisão do presidente ocorre em meio a crescentes rumores da divisão interna cada vez mais acentuada do regime iraniano, submetido à pressão internacional por causa das suspeitas bélicas sobre o controvertido programa nuclear civil.
O afastamento ocorre ainda quando há no país um processo de descontentamento social pelo início da aplicação do plano nacional que suprime os subsídios à gasolina e a outros produtos de primeira necessidade, o que aumenta os impostos para os iranianos.