O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu hoje a idoneidade dos 21 candidatos que escolheu para seu novo gabinete, e ressaltou que trata-se de uma equipe adaptada às novas realidades políticas do Irã.
Pela televisão estatal, o governante lembrou que a escolha dos ministros corresponde ao chefe do Executivo, e que não é possível conversar para saber a opinião de cada um dos 290 deputados.
Ahmadinejad insistiu em que as eleições presidenciais originaram novas realidades políticas, pelo que é necessário uma nova equipe que possa se adaptar a estas novas condições.
O líder também defendeu a decisão de incluir três mulheres em seu gabinete, apesar das reservas e da oposição com a qual se deparou.
“Estamos 30 anos sem mulheres no gabinete”, disse o presidente, que acrescentou que as mulheres representam cerca da metade da população do país.
Ahmadinejad também defendeu a opção de manter Manouchehr Mottaki à frente do Ministério de Exteriores, ao ressaltar que se trata de um profissional altamente qualificado.
O presidente justificou uma de suas decisões mais controvertidas, a de colocar à frente do Ministério do Petróleo o vice-ministro de Comércio, Massoud Mir-Kazemi.
“Sempre olhamos para este setor como uma fonte de receita, mas, na realidade, o petróleo tem um papel estratégico tanto em nossa economia quanto em nossa política internacional, por isso escolhemos Mir-Kazemi, que é um estrategista”, afirmou.
Ahmadinejad expressou seu desejo de que o Parlamento conceda seu voto de confiança ao gabinete, trâmite que parece ser difícil, em vista das primeiras reações de alguns dos parlamentares.
O escrutínio dos candidatos na Câmara começará no domingo e a sessão para o voto de confiança está prevista para 30 de agosto.