As agências da ONU que atuam no Peru passarão a se concentrar a partir de agora nos trabalhos de reabilitação e reconstrução do país, more about com o fim da primeira fase de emergência iniciada devido ao forte terremoto que atingiu o país em 15 de agosto.
“A fase de emergência já passou, agora nos concentraremos na reconstrução e reabilitação, apesar de ainda existirem muitas pessoas sem casa”, afirmou hoje em entrevista coletiva a porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Elizabeth Byrs.
A porta-voz disse que o Fundo Central para Respostas de Emergências das Nações Unidas (Cerf) colocou à disposição das agências da ONU cerca de US$ 9,5 milhões para ajudar as vítimas do terremoto de 8 graus na escala Richter.
O tremor matou 514 pessoas, outras 1.090 ficaram feridas e 37 mil imóveis foram destruídos, de acordo com os últimos dados do organismo.
Centenas de escolas ficaram danificadas, e, por isso, estima-se que serão necessários 5 mil colégios pré-fabricados. Segundo Byrs, a situação de saúde está sob controle, apesar de muitos hospitais terem ficado gravemente destruídos.
A ONU também enviou à região atingida uma missão para estudar os danos causados pelo terremoto no meio ambiente. Até agora, a organização ainda não solicitou recursos à comunidade internacional, o que será feito no dia 28 de agosto, segundo Byrs.
A porta-voz explicou que a organização prefere que os países que queiram ajudar os desabrigados transfiram o dinheiro à ONU para que o organismo encarregado possa distribuí-lo entre as várias agências que mais precisam, em vez de enviar fundos diretamente ao país.
A Organização Internacional de Migrações (OIM) disse que, em coordenação com o Governo peruano e com as outras agências, trabalha na criação de abrigos temporários.
Por enquanto, foram construídos três, um em cada uma das três províncias mais afetadas, Chincha, Pisco e Ica. Cerca de 60 mil pessoas devem morar pelos próximos seis meses no abrigo construído em Ica.
A OIM conta com quase US$ 4,5 milhões concedidos pelo Cerf, que a organização usará para criar abrigos e dividir ajuda não-alimentícia.
O Programa Mundial de Alimentos (PAM) anunciou que, apesar de estradas e caminhos terem sido liberados, os problemas de logística ainda persistem e, por isso, a distribuição de alimentos continua lenta.
O PAM agradeceu ao departamento de Ajuda Humanitária da Comissão Européia por sua contribuição de € 400 mil em ajuda alimentícia.
Os fundos ajudarão o PAM a estabelecer uma operação de emergência que pretende alimentar os 80 mil desabrigados mais vulneráveis durante os próximos nove meses.
Essa contribuição de urgência faz parte dos 2 milhões de euros que a Comissão Européia destinou para ajudar os desabrigados no Peru. Atualmente 27 funcionários das Nações Unidas de dez agências diferentes trabalham no local.