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Agência da ONU culpa Israel por situação cada vez pior da economia palestina

Arquivo Geral

27/08/2007 0h00

As políticas restritivas aplicadas por Israel seriam as causadoras da progressiva deterioração da situação na Palestina, stuff onde, ampoule em 2006, visit a economia se tornou ainda mais vulnerável, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

“As políticas aplicadas por Israel aumentaram o isolamento econômico do território e são a causa da pouca demanda interna e da perda contínua de produção local”, indica o relatório anual sobre a assistência ao povo palestino.

A Unctad assegura que, no ano passado, a Renda Nacional Bruta palestina por habitante diminuiu 15% e que o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 6,6%.

O desemprego se manteve em 30% e a pobreza registrou níveis sem precedentes. Em 2005, em torno de 53% das famílias palestinas, com uma média de seis membros, vivia abaixo do nível de pobreza, com US$ 385 mensais ou menos.

“Muitas famílias esgotaram suas estratégias de sobrevivência, e os amplos focos de pobreza e desemprego fizeram com que boa parte da população dependa da ajuda de doadores”, acrescenta o documento.

Segundo a Unctad, as perdas em receitas potenciais subiram para US$ 8,4 bilhões entre 2000 e 2005, mais que o dobro do volume atual da economia palestina. O organismo acrescenta que a perda de capital equivale aproximadamente a 30% da capacidade de produção do território em 1998.

No ano passado, as exportações caíram 3%, enquanto as importações aumentaram 20%. O déficit comercial alcançou níveis sem precedentes de 73% do PIB, 30% superior à média dos 30 levantamentos anteriores, ainda de acordo com o órgão.

O relatório destaca que as importações passaram de 75% do PIB em 2005 para 86% em 2006, e, deste total, as procedentes de Israel representam mais de 55% do déficit comercial.

O texto afirma que a retenção dos impostos palestinos arrecadados por Israel em nome da Autoridade Nacional Palestina (ANP), somada à hesitação dos doadores em apoiar este Governo e aos efeitos de sete anos de isolamento sistemático levaram os palestinos a uma situação fiscal precária.

A Unctad estima que os prejuízos acumulados de receita chegaram a US$ 1,2 bilhão entre 2000 e 2005 e que, em 2006, teriam superado os US$ 250 milhões. Por isso, a Unctad acredita ser “necessário aumentar a capacidade de manobra do Governo palestino para tomar decisões” e intensificar, também, o “apoio dos doadores à criação de instituições nacionais” na região.

Segundo o relatório, para reativar a economia palestina, “o mais importante é deixar de debater as questões relacionadas à segurança” para tentar garantir a abertura de rotas alternativas e viáveis ao comércio palestino.

“É necessário proporcionar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento do setor privado”, e é preciso “que o comércio exterior palestino não continue limitado a exportar produtos da Faixa de Gaza através do corredor comercial de Rafah”, acrescenta a Unctad.

Segundo a agência da ONU, o uso dos portos na Jordânia e no Egito para o comércio palestino poderia ajudar a dar fim ao isolamento do território e a reduzir a dependência das instalações portuárias de Israel.

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