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África do Sul prevê mobilizar o Exército por um ano para combater o crime organizado

Redação Jornal de Brasília

04/03/2026 10h33

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Soldados da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) fazem fila para registrar suas presenças ao chegarem à Base Militar de Tempe, em Bloemfontein, em 14 de junho de 2025, após sua retirada do leste da República Democrática do Congo, onde haviam sido destacados como parte da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na RDC (SAMIDRC). As tropas sul-africanas destacadas no leste da República Democrática do Congo, assolado pelo conflito, como parte de uma missão regional, começaram a se retirar em 12 de junho de 2025 e os primeiros devem retornar para casa em 13 de junho de 2025, informaram as autoridades. (Foto de Phill Magakoe / AFP)

A África do Sul planeja mobilizar seus soldados durante um ano nas províncias mais afetadas pela criminalidade ligada a gangues e à mineração ilegal, segundo um programa apresentado nesta quarta-feira (4) ao Parlamento.

O presidente Cyril Ramaphosa anunciou a mobilização em meados de fevereiro, qualificando o crime organizado como a “ameaça mais imediata à nossa democracia”.

Mais de 60 homicídios são registrados por dia no país, muitos em confrontos entre gangues rivais na Cidade do Cabo (sudoeste) e ataques a tiros relacionados à mineração ilegal na província de Gauteng, onde fica Joanesburgo.

Os primeiros soldados devem ser enviados ao longo de março e sua missão está prevista até o fim de março de 2027. Com o tempo, serão destacados em cinco das nove províncias do país, incluindo alguns bairros periféricos da turística Cidade do Cabo.

Recorrer ao exército em períodos de crise não é excepcional no país. Os militares foram convocados para zelar pelo cumprimento das rígidas medidas de confinamento em 2020, durante a pandemia de covid-19.

Em 2021 foram mobilizados para enfrentar violentos distúrbios após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Já em 2019, cerca de 1.300 soldados apoiaram a polícia na periferia da Cidade do Cabo, afetada pela violência das gangues.

AFP

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