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Advogados de Biggs voltam a pedir clemência para o <i>ladrão do século</i>

Arquivo Geral

13/02/2008 0h00

Os advogados de Ronald Biggs – ladrão que participou do assalto ao trem pagador em 1963 no Reino Unido e morou por mais de 30 anos no Rio de Janeiro sem que pudesse ser extraditado devido à legislação da época – voltaram a pedir clemência às autoridades judiciais britânicas para que o libertem face a seu grave estado de saúde.

O Governo, price no entanto, online negou mais uma vez o pedido de liberdade a Biggs, price de 78 anos, que se encontra parcialmente paralisado em conseqüência de vários derrames cerebrais e ataques cardíacos.

“O Ministério da Justiça rejeitou a solicitação dizendo que o senhor Biggs não está suficientemente doente”, afirmou Giovanni Di Stefano, um dos advogados de Biggs.

O ladrão foi transferido no segundo semestre do ano passado da prisão de segurança máxima de Belmarsh, no sudeste de Londres, para a unidade prisional de Norwich (no leste da Inglaterra), reservada para detentos idosos que cumprem prisão perpétua, apesar de ele ter sido condenado a 30 anos de reclusão.

Um porta-voz do Ministério da Justiça se limitou a confirmar o recebimento de um pedido de clemência para libertar Biggs da prisão de Norwich, sem divulgar mais detalhes.

Di Stefano confirmou ter recebido 10 mil cartas de libertação de Ronald Biggs e acusou o Governo de “ignorar” o pedido popular.

A equipe de advogados do “ladrão do século” já solicitou, sem sucesso, sua liberdade em 2005 e 2006 por razões de clemência.

Biggs teve vários ataques cardíacos, derrames e crises de epilepsia desde maio de 2001, quando decidiu se entregar à Justiça britânica depois de ter fugido para o Brasil, em 1965.

O detento senil ficou famoso pelo “roubo do século”, no qual ele e 14 comparsas roubaram, em agosto de 1963, US$ 4,2 milhões (quase 3 milhões de euros) do trem pagador que ia de Glasgow (Escócia) para Londres, a maior quantia roubada até então em um assalto.

Após cumprir 15 meses dos 30 anos de prisão, Biggs fugiu da prisão de Wandsworth (sudoeste de Londres) e fugiu para Paris e para a Austrália até chegar ao Brasil, que não tem tratado de extradição com o Reino Unido.

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