O advogado de Kate McCann, ailment mãe da menina inglesa Madeleine McCann, desaparecida desde o dia 3 de maio, afirmou hoje que sua cliente está sendo interrogada na condição de “testemunha” pela Polícia, em cuja sede permanece desde as 10h.
O advogado Carlos Pinto de Abreu, que acompanha McCann no interrogatório, falou com a imprensa nas instalações da Polícia Judiciária portuguesa, em Portimão (sul de Portugal), durante um breve recesso no interregatório. Ele assegurou não saber quando a Polícia convocará o pai da menina, Jerry McCann, para prestar depoimento, como está previsto.
Fontes policiais informaram que o casal seria convocado separadamente para prestar depoimento, horas após o recebimento, em Portugal, do resultado da análise dos restos de sangue encontrados em alguns objetos e no quarto de onde desapareceu Madeleine. Pinto se negou a fazer mais comentários sobre o caso, e disse que a Polícia continua com as investigações sobre o paradeiro da menina inglesa, de 4 anos.
A porta-voz de Kate McCann, Justine McGuinness, havia afirmado horas antes que a mãe de Madeleine havia sido chamada pela Polícia para responder a algumas perguntas e ajudar na investigação. Oficialmente as autoridades não indicaram em que condição Kate McCann foi convocada. Sua porta-voz, no entanto, reiterou a disposição dos pais a colaborar com a Polícia.
McGuinnes divulgou ainda uma declaração de Kate McCann, uma médica de 39 anos, na qual ela voltou a pedir aos supostos raptores de sua filha que a libertem. As autoridades não informaram oficialmente sobre os resultados das análises realizadas no Reino Unido. A imprensa, no entanto, indicou que os traços de sangue encontrados pertencem à menina britânica.
Cachorros especialmente treinados pela Polícia do Reino Unido foram enviados em julho a Portugal, e detectaram restos de sangue no quarto de onde desapareceu Madeleine, assim como no carro usado por seus pais.
Os restos de sangue foram enviados no mês passado a um laboratório britânico para análise, e o porta-voz da Polícia portuguesa, Olegario Sousa, disse hoje à agência Efe que as autoridades estão “muito satisfeitas” com as informações obtidas pelas análises, que ainda são mantidas oficialmente em sigilo.
A descoberta dos restos de sangue e os indícios da presença de um cadáver no quarto em que a família McCann ficou hospedada representaram uma reviravolta no caso, e levaram a Polícia a suspeitar que a menina estava morta.
O casal McCann promoveu uma grande campanha midiática internacional para encontrar sua filha, mas nas últimas semanas vem sendo acusado por alguns jornais portugueses de estar envolvido na morte.
O casal divulgou recentemente que pretendia voltar, ainda este mês, ao Reino Unido, embora isso ainda dependa dos resultados das análises das evidências e das investigações policiais.
Madeleine McCann desapareceu enquanto dormia junto com dois irmãos em um quarto da pousada na qual sua família estava hospedada, ao mesmo tempo em que seus pais jantavam em um restaurante próximo com um grupo de amigos.