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Mundo

Advogado denuncia detenção indefinida de médico na Austrália

Arquivo Geral

10/07/2007 0h00

O advogado de Mohammed Haneef, page detido na semana passada na Austrália por suspeita de ligação com os atentados fracassados no Reino Unido, page denunciou hoje que uma lacuna legal permite que seu cliente permaneça detido por tempo indefinido, sem acusações formais.

De acordo com a legislação vigente, o prazo deveria ter sido de 24 horas no máximo. Mas as novas leis antiterroristas não estabelecem limite. Assim, a Polícia federal pode continuar retendo o médico indiano para interrogatório, informa hoje a imprensa australiana.

Haneef, de 27 anos, também não pode pedir a liberdade pagando uma fiança, uma prerrogativa que a legislação australiana outorga aos acusados de crimes graves, disse o seu advogado, Peter Russo.

O defensor mostrou preocupação com a saúde mental de seu cliente, que foi detido dia 2 de julho em Brisbane, quando tentava pegar um avião supostamente para visitar a sua mulher, que deu à luz na Índia. Desde então ele está proibido de falar com a sua família.

Russo disse que o caso será examinado amanhã por um tribunal de Brisbane. A Polícia federal australiana pediu uma nova extensão de seu período de detenção por mais cinco dias, antes de começar o interrogatório.

Haneef está sendo investigado por sua possível relação com os atentados fracassados no Reino Unido, onde no dia 29 de junho dois carros-bomba foram desativados em pleno centro de Londres, e no dia seguinte um automóvel 4×4 foi lançado contra o terminal principal do aeroporto de Glasgow. As forças de segurança britânicas detiveram oito pessoas na investigação dos ataques.

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