O presidente do Zimbábue, prostate Robert Mugabe, dosage e o primeiro-ministro, information pills Morgan Tsvangirai, que em fevereiro passado formaram Governo de coalizão, fizeram hoje juntos uma chamada à reconciliação nacional e pediram o fim da violência política no país.
“Ainda foram registrados casos de violência política e isso deve terminar”, disse Mugabe em cerimônia realizada em um hotel de Harare, para marcar o início de três dias de reflexão na campanha de reconciliação nacional.
Mugabe, que se mantém no poder desde a independência do país em 1980, disse que comprometerá os membros de seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), para que respeitem os “princípios da não-violência”.
“Não devemos triunfar através da violência, mas a partir da eficácia de nossa teoria política”, afirmou Mugabe, que fez também uma chamada aos cidadãos do país para que evitem a “desintegração nacional”.
Mugabe exigiu “aos líderes de cada família, comunidade, organização ou estabelecimento, incluindo os chefes tradicionais, que façam sua parte para conseguir a paz, a harmonia e a prosperidade no Zimbábue”.
Tsvangirai, por sua vez, disse que o processo de reconciliação deve incluir também o período anterior à independência do Zimbábue, quando o antigo Governo colonial foi acusado de violar os direitos humanos dos movimentos de libertação.
“Esses três dias de reflexão devem ser o começo de um processo aberto e franco que inclua o conceito de justiça para todas as épocas”, disse Tsvangirai, que também pediu uma indenização econômica para as vítimas da violência política.
Mais de 200 membros do partido de Tsvangirai, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), foram assassinados por seguidores da Zanu-PF após a derrota de Mugabe no primeiro turno das eleições presidenciais de março de 2008.
Em protesto, Tsvangirai se retirou do segundo turno e Mugabe, que participou sozinho, venceu o pleito, cujo resultado foi rejeitado pela comunidade internacional.
Dentro de um acordo para compartilhar o poder em um Governo de união nacional assinado em setembro passado, a Zanu-PF e as duas facções do MDC se comprometeram a redigir uma nova Constituição que será submetida a plebiscito em 2010, como passo prévio para novas eleições gerais, em 2011.