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Mundo

Adeus aliviado aos americanos

Arquivo Geral

18/07/2009 0h00

O último voo antinarcóticos realizado ontem pelos Estados Unidos da base de operações em Manta, viagra 40mg no Equador, cost marca o fim de sua polêmica atuação no país. Após uma década de operações, a base será fechada antecipadamente, em cumprimento com a nova Constituição, que proíbe bases militares estrangeiras no território equatoriano.


Martha Youth, chefe de imprensa da Embaixada dos Estados Unidos em Quito, disse que o voo de ontem marcou sua retirada, para deixar as instalações nas mãos da Força Aérea Equatoriana a partir de 18 de setembro.
A presença americana em Manta teve mais opositores que defensores, pois uma série de denúncias foi apresentada contra as operações, entre as quais estão sua suposta participação no afundamento de navios com migrantes, segundo Marcos Martínez, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais e de Segurança Pública da Comissão Legislativa. “Tivemos interdições marítimas em águas territoriais equatorianas”, disse Martínez, garantindo que a base americana contribuiu para a captura de “somente 80 toneladas em dez anos” de drogas, um “resultado pobre”.


A embaixada americana não confirma o número, limitando-se a informar que a base de Manta fez parte de uma cooperação internacional, que inclui uma dúzia de países. Segundo ela, neste trabalho conjunto, com cerca de cinco mil voos de Manta, 1.758 toneladas de cocaína foram encontradas, que teriam um valor de aproximadamente US$ 35,1 bilhões se fossem comercializados, e contribuiu para 3.011 detenções, desde 2000.


Sombras


Recentemente, o ministro equatoriano de Defesa, Javier Ponce, disse que a base de Manta “é um episódio que tem algumas sombras em nosso país, que foi entregue sem benefícios” e que “o Equador nunca teve um controle direto sobre as informação geradas nas ações da base”. Ele afirmou ainda que os americanos não forneceram informação aos representantes equatorianos nos voos da base, já que os Estados Unidos não reconheciam a soberania de Quito além das 12 milhas. “Não havia participação nos voos e simplesmente recebíamos a informação filtrada pelos Estados Unidos”, explicou.


Domingo Paredes, diretor do Conselho Nacional de Controle de Substâncias Entorpecentes e Psicotrópicas do Equador, criticou o fato de que seu país não tenha obtido benefícios tecnológicos após a década de operações dos americanos em Manta, e descartou efeitos negativos de sua saída. “Ao contrário, achamos que vamos construir melhores espaços de inteligência e informação, tanto em nível sul-americano, como latino-americano e dentro da Comunidade Andina (CAN)”, disse, ao destacar o esforço de seu governo para nacionalizar a política antidrogas. E acusou os americanos de só ter um propósito com a base, “o de envolver o Equador numa guerra com a Colômbia”.


 


 

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