Os cinco suspeitos de perpetrar os ataques do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos que vão ser julgados em Nova York se declararão inocentes para poder expressar suas opiniões políticas e religiosas durante o julgamento, revelou o advogado de um deles ao jornal “The New York Times”, que hoje publica a entrevista.
O advogado Scott Fenstermaker explicou ao jornal que embora seu cliente Ali Abdul-Aziz Ali não vai negar sua participação nos ataques quer ser julgado e ser visto como um “mártir” em caso de ser condenado à pena capital, como solicitou a Promotoria.
Ali Abdul-Aziz Ali faz parte do grupo de cinco supostos terroristas que serão transferidos de Guantánamo para Nova York para ser julgados, entre os quais estão o suposto cérebro dos atentados, Khalid Sheikh Mohamed, junto com Walid bin-Atash, Ramzi Bin al-Shibh e Mustafa al-Hawsawi.
O secretário de Justiça americana, Eric Holder, disse no dia 13 de novembro em entrevista coletiva que dará instrução aos promotores para que solicitem a pena de morte contra cada um dos supostos conspiradores do 11-9.
Fenstermaker disse ao jornal, que publica a entrevista em sua edição digital, que seu cliente “reconhece que ajudou a planejar os ataques do 11-9 e diz que está desejando morrer”, mas se se declararem inocentes “podem ter um julgamento e serem ouvidos”.
O advogado visitou durante três dias a seu cliente em Guantánamo e recebeu uma carta de duas páginas – traduzida para o inglês do árabe – na qual Ali, Mohammed,e Muhammad Saleh não expressavam nenhuma objeção a seguir o procedimento iniciado pela comissão militar.
Fenstermaker, um advogado de defesa criminal que trabalha em Manhattan e Brooklyn, foi muito crítico com a campanha contra o terrorismo – o que lhe valeu uma relação conflituosa com o Governo – e representa Ali gratuitamente.