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Acusado de irregularidades, diretor da Mercedes ironiza citando caso Epstein

Dirigente classificou suspeitas de irregularidades na Fórmula 1 como “absurdas” e ironizou rumores durante testes no Bahrein

Redação Jornal de Brasília

19/02/2026 18h05

Foto: CLIVE MASON / AFP

Foto: CLIVE MASON / AFP

O chefe da equipe Mercedes de Fórmula 1, Toto Wolff, acusado de irregularidades no motor e no combustível de seus carros para a temporada de 2026, criticou duramente, nesta quinta-feira (19), tais “absurdos”, chegando a fazer uma piada com o caso Epstein.

“Amanhã eles podem inventar outra coisa, não sei: apareci nos arquivos do Epstein! Vai saber! Outra coisa absurda!”, disse ele, em meio a risos dos jornalistas.

Wolff é o engenheiro que levou a Mercedes ao topo da F1 com oito títulos mundiais de construtores e sete de pilotos.

“Nos disseram que a taxa de compressão do motor era ilegal. Isso é um absurdo, uma completa loucura”, declarou o chefe da equipe austríaca Mercedes-AMG Petronas em uma coletiva de imprensa realizada durante os testes de pré-temporada da F1 no Bahrein.

Há semanas, alguns rivais suspeitam de que a Mercedes tenha encontrado uma brecha no novo regulamento de motores para medir a taxa de compressão e, consequentemente, a potência do carro.

O motor da Mercedes, que assim como os demais nesta temporada é 50% combustão e 50% elétrico, também equipa os carros da McLaren, Alpine e Williams.

Além disso, segundo a imprensa especializada, o combustível fornecido à Mercedes pela petrolífera malaia Petronas ainda não teria sido homologado antes do primeiro Grande Prêmio da temporada, em 8 de março, em Melbourne, na Austrália.

“Então eles inventam uma história de que nosso combustível é ilegal. Não sei de onde vem, mas começa a circular”, continuou Wolff, visivelmente irritado diante da imprensa reunida há mais de uma semana no circuito de Sakhir para filmagens e coleta de dados das 11 equipes no paddock.

Wolff então fez sua declaração aludindo ao caso de grande repercussão envolvendo Jeffrey Epstein, o financista americano envolvido em crimes sexuais que morreu na prisão em 2019, cuja rede e repercussões envolvem membros da elite nos Estados Unidos e na Europa.

AFP

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