O acordo de livre-comércio dos Estados Unidos com a Colômbia é uma questão de segurança, healing disse hoje o legislador republicano Roy Blunt ao anunciar a criação de um grupo bipartidário para promover a aprovação do tratado.
Fontes legislativas anunciaram hoje que o Governo do presidente George W. Bush prevê enviar o projeto na próxima semana ao Congresso e a votação na Câmara de Representantes aconteceria no final de julho.
Uma vez apresentado o projeto, o Congresso tem 90 dias para tomar uma decisão.
Blunt assinalou que ele e os demais legisladores republicanos nesse ramo do Congresso enfocarão o debate sobre o projeto em termos de segurança nacional.
Acrescentou que um voto contra do pacto alienaria um aliado dos EUA na região, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e enviaria uma mensagem de apoio ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a sua política contrária aos EUA.
“Uribe está trabalhando com os EUA, está cooperando com os EUA e comercializando com os EUA”, assinalou Blunt.
Segundo James Clyburn, um dos líderes da maioria democrata na câmara, os membros de seu partido desejam aprovar o acordo este ano, mas assinalou que antes deverão ser resolvidos alguns problemas em relação à ajuda a trabalhadores deslocados.
Os democratas também exigem que se incluam disposições de proteção ambiental mais enérgicas.
A representante comercial dos EUA, Susan Schwab, que liderará uma delegação de legisladores que viajará amanhã à Colômbia, disse hoje que o presidente George W. Bush insistiu na importância econômica e para a “segurança nacional” dos EUA de um pacto de comércio com a Colômbia.
“A aprovação do tratado de comércio entre EUA e Colômbia renderá lucros econômicos substanciais para as empresas e os consumidores de ambos os países, e fortalecerá os laços com um aliado latino-americano crucial”, sustentou Schwab, que ficará na Colômbia até no domingo.