A cantora Amy Winehouse, no dia de sua morte, apresentava uma taxa de alcoolemia cinco vezes acima do permitido para dirigir, o que pode ter sido a causa de seu óbito, concluiu nesta quarta-feira (26) uma investigação judicial.
Considerada a “diva do soul”, Amy morreu no dia 23 de julho, aos 27 anos, comovendo uma legião de fãs no mundo todo. No dia de sua morte, a cantora britânica tinha 416 miligramas de álcool para cada 100 mililitros de sangue, sendo que o limite para condutores no Reino Unido é de 80 miligramas.
A juíza legista Susann Greenway, que concluiu em sua sentença que a morte da famosa cantora foi “acidental”, lembrando que “essa quantidade elevada de álcool em seu corpo pode ter interrompido sua respiração, fazendo com que a cantora entrasse em coma”.
Durante a audiência desta quarta, que foi acompanhada pelos pais da cantora, foi revelado que a Polícia encontrou três garrafas de vodca, duas grandes e uma média, no apartamento da artista.
Nesta mesma audiência, foi revelado que o guarda-costas de Amy a encontrou em seu apartamento no norte de Londres aparentemente dormindo às 10h. Somente 5h depois, ao tentar despertá-la, o funcionário desconfiou que a cantora pudesse estar morta e chamou à ambulância.
Além disso, segundo várias testemunhas, a cantora de “Back to Black” voltou a beber no dia anterior de sua morte, depois de várias semanas sem álcool.
Exames prévios de toxicologia publicadas em agosto confirmaram que Amy não havia consumido substâncias ilegais e drogas no momento de sua morte.
O longo histórico de problemas com drogas e álcool da cantora era estampado em quase todos os jornais do mundo, que chegaram a atribuir a morte da cantora a uma overdose de entorpecentes.
Mitch Winehouse, o pai da cantora, revelou em uma entrevista em setembro que sua filha sofria convulsões por causa de sua longa e conhecida batalha para se livrar do álcool.
Após sua morte, “Back to Black” (2006) se tornou o álbum mais vendido deste século, com 3,5 milhões de cópias.