O grupo terrorista Abu Sayyaf libertou hoje três professores filipinos que tinham sido sequestrados há quatro meses na ilha de Basilan, sale no sul das Filipinas, for sale informaram fontes oficiais.
As vítimas, a filipina Janette de los Reyes e seus colegas Rafael Mayonado e Freires Quizon, recuperaram a liberdade pouco antes do meio-dia e foram levadas ao quartel militar de Zamboanga, cerca de 890 quilômetros ao sul de Manila, antes de encontrar os parentes.
As autoridades negam que tenha havido pagamento de resgate e atribuem a libertação dos reféns à mediação de guias espirituais muçulmanos.
“Os religiosos levaram um exemplar do Corão e os convenceram de que era ruim o que estavam fazendo com os professores, além da pressão contínua dos militares e da Polícia”, explicou o vice-governador de Basilan, Al-Rasheed Sakalahul, que participou das negociações.
A filipina relatou que os últimos dias foram os mais difíceis, até que na segunda-feira recebeu notícias para que arrumasse as coisas para ser libertada.
“Em algumas ocasiões só comemos um banana no dia todo, e dormíamos sobre a grama, sob a chuva ou sol”, contou Janette de los Reyes.
Outro comando do Abu Sayyaf tem sequestrado na ilha de Jolo, ao sul de Basilan, o italiano Eugenio Vagni, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, desde 15 de janeiro passado.
Um grupo de ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética fundou o Abu Sayyaf em 1991 e desde então cometeu alguns dos atentados mais sangrentos e dezenas de sequestros.
Os Governos dos Estados Unidos e Filipinas o consideram uma organização terrorista e a vinculam com a Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.