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Abe e Fujimori decidem seu futuro nas eleições para o Senado

Arquivo Geral

28/07/2007 0h00

As eleições deste domingo para renovar metade do Senado do Japão podem decidir o futuro do ex-presidente peruano Alberto Fujimori e do primeiro-ministro japonês, buy information pills Shinzo Abe, adiposity cujo Governo pode cambalear por causa dos maus resultados previstos nas pesquisas.

Estão em jogo 121 das 242 cadeiras da Câmara Alta. A coalizão que governa o Japão, liderada pelo Partido Liberal-Democrata (PLD) de Abe, precisa de 64 para manter a governabilidade.

As previsões são de uma dura derrota de Abe. Segundo uma enquete realizada pela agência japonesa “Kyodo”, ouvindo 43 mil pessoas, o PLD obterá 40 cadeiras. O seu parceiro de Governo, o budista Novo Komeito, deverá eleger 13 senadores. A soma é insuficiente para manter a maioria.

O PLD domina a Câmara Baixa, e o Senado não é tão relevante. Mas a perda da maioria complicaria enormemente a aprovação de vários projetos de lei de Abe. Entre eles, a sua anunciada reforma da Constituição.

Das 121 cadeiras, 73 serão disputadas pelos candidatos que concorrem em cada distrito. As 48 restantes serão ocupadas através de um sistema proporcional, pelo qual concorre Fujimori, que tem nacionalidade peruana e japonesa.

Para Fujimori, que está sob prisão domiciliar no Chile, acusado pela Justiça peruana de violação dos direitos humanos, uma eleição para o Senado no Japão traria certa proteção política. Para Abe, resultados muito ruins podem desencadear a queda do seu Governo.

As perspectivas pessimistas para Shinzo Abe se devem ao descontentamento popular com os repetidos escândalos que marcam os seus 10 meses na chefia do Governo japonês. O golpe mais pesado foi a divulgação de que a Administração perdeu o registro das contribuições de 50 milhões de japoneses à previdência pública. Além disso, nos últimos meses o ministro da Defesa renunciou, o da Agricultura se suicidou e seu substituto foi acusado de corrupção.

O PLD governa Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Só ficou afastado do poder durante um ano. Na época, cedeu o Executivo ao Partido Democrata do Japão (PDJ), que as enquetes apontam como provável vencedor das eleições.

O líder do PDJ, Ichiro Ozawa, vê as eleições como um plebiscito. Antes da campanha, ele afirmou que renunciaria à liderança se não derrotasse o PLD. A estratégia parece estar dando resultado. Abe vem progressivamente perdendo apoio. Vários correligionários do próprio PLD criticaram o primeiro-ministro durante a campanha. Até os empresários japoneses se afastaram do partido, rompendo a tradicional aliança que garantia estabilidade para os negócios.

A central patronal Keidanren apoiou candidatos do PLD nas listas de representação proporcional nas três eleições ao Senado anteriores. Mas desta vez preferiu ficar à margem do processo. No próximo domingo, será uma cautelosa observadora. Fujimori também não tem boas perspectivas. A pesquisa da “Kyodo” prevê apenas uma cadeira para o Novo Partido dos Cidadãos (NPC), pelo qual o ex-presidente peruano disputa as eleições.

Pelo complexo sistema da legislação japonesa, Fujimori deverá lutar por uma vaga com os outros 13 candidatos do NPC. Mas enfrenta a desvantagem de não poder fazer campanha no Japão. Recentemente, um juiz chileno negou a extradição do Fujimori ao Peru. Mas a decisão ainda deve ser ratificada pela Corte Suprema do Chile. Assim, mesmo que seja eleito, ele não poderá viajar ao Japão antes do fim de seu processo judicial.

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