Mas “se firmarem a reconciliação e colocarem um fim à divisão, nós emitiremos outro decreto para realizar as eleições (presidenciais e legislativas) no dia 28 de junho, segundo a proposta egípcia que propõe atrasá-las seis meses”, assegurou Abbas, depois de se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, informou a agência “Mena”.
Além disso, Abbas acusou o Hamas de criar obstáculos para a reconciliação entre as facções palestinas.
“O movimento Fatah apoiou totalmente o acordo de reconciliação apresentado pelo Egito (…). No entanto, o movimento Hamas pôs obstáculos para a reconciliação”, disse Abbas.
O presidente palestino avaliou positivamente os esforços diplomáticos realizados pelo Egito em sua mediação entre as duas facções palestinas.
Fruto dessa mediação, o Egito apresentou às partes uma proposta que fixa uma série de passos em favor da reconciliação palestina, a partir de acordos definidos anteriormente. No entanto, até agora só foi assinada pelo Fatah, enquanto o Hamas expressa reservas.
Abbas disse que o Fatah assinou o documento por duas razões: “Primeiro, por nosso reconhecimento e nossa plena confiança no papel egípcio e, segundo, por nosso compromisso com a unidade palestina”.
“Mas nos surpreendeu que o Hamas tenha demorado para assiná-la, sob a desculpa do relatório Goldstone. Depois nos surpreendemos com a grande quantidade de reservas que apresentaram para evitar sua assinatura, entre as quais não incluíram o relatório Goldstone”, disse Abbas.
O Governo egípcio anunciou que nesta semana seria assinada no Cairo uma iniciativa de reconciliação elaborada pelo Egito, que tenta desde julho de 2007, ainda sem frutos, reduzir as diferenças que separam as duas facções palestinas.
No entanto, após a crise em Gaza e na Cisjordânia pela divulgação do relatório Goldstone, da ONU e que pede a Israel que investigue os crimes de guerra cometidos em Gaza durante a ofensiva militar entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano, as negociações voltaram a se estagnar.