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Mundo

Abbas afirma que povo palestino <i>está preparado para tudo</i>

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00


O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou hoje que o povo palestino, apesar das “torturas e massacres”, está “preparado para tudo” no objetivo de ser reconhecido como Estado.

“Fizeram o mundo inteiro acreditar que essa terra palestina não tinha nenhum povo, mas nessas terras está o povo palestino decidido a lutar por suas terras, valente e preparado para tudo”, sustentou Abbas durante sua primeira visita à Argentina, que termina hoje.

Durante um almoço no Centro Islâmico da Argentina, em Buenos Aires, o presidente da ANP agradeceu “o apoio da Argentina para que se ponha fim a estes massacres”.

“Valorizamos a posição deste país e de todos aqueles que possam ajudar para acabar com estas torturas e massacres” enfrentados pelos palestinos, enfatizou Abbas.

O presidente da ANP também pediu à comunidade palestina na Argentina para que ajude a reverter “a propaganda e as coisas que se dizem contra a religião islâmica para desprestigiá-la” e manifestou seu desagrado por “todos aqueles que querem usar a religião como instrumento para conseguir seus interesses e fins”.

Abbas se reuniu nesta segunda-feira com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, com quem assinou convênios para “estreitar laços”, disse hoje o presidente da ANP, sem dar mais detalhes.

Após a reunião, Cristina manifestou em entrevista coletiva seu apoio à criação de um Estado palestino e reivindicou avanços nas negociações para a paz no Oriente Médio.

“Apesar da ocupação e da agressão israelense, a situação em nosso território é tranquila”, disse o presidente da ANP, que também visitou o Brasil e viajará hoje para o Chile, onde reside a maior comunidade palestina da América Latina.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino “Clarín”, Abbas disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode atuar como mediador no conflito palestino-israelense porque “tem relações de confiança com as duas partes do conflito” e uma “boa relação com o Governo dos Estados Unidos”.

“Perdemos muito tempo que agora estamos recuperando com nossos países irmãos da América do Sul”, ressaltou o presidente da ANP.

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