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Mundo

A estratégia de corrida espacial para a Lua

A gigante asiática planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e tem como principal objetivo construir uma base lá

Redação Jornal de Brasília

10/08/2023 14h04

Foto: AFP PHOTO / Russian Space Agency Roscosmos / handout

As grandes potências têm ciências, ciências e/ou interesses estratégicos na corrida espacial para a Lua, uma etapa crucial rumo a Marte.

Nosso satélite é um lugar ideal para testar materiais espaciais e veículos, assim como para aprender a viver no espaço, sem esquecer seus recursos naturais, como água e metais.

Propulsão Chinesa

A gigante asiática planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e tem como principal objetivo construir uma base lá.

A China invejou seu primeiro ser humano ao espaço em 2003, bem depois do feito de soviéticos e americanos em 1961, em plena Guerra Fria.

O programa espacial chinês vem ganhando impulso por meio de investimentos bilionários. Em 2019, conseguiu uma fachada histórica: colocar uma nave no lado oculto da Lua.

Depois, em 2020, trouxe de volta uma nave com o Sample Lunares, uma operação que não era realizada há mais de 40 anos. Em 2021, conseguiu criar um pequeno robô em Marte.

O retorno dos EUA

As missões lunares históricas da NASA foram chamadas de Apollo. Meio século depois, a Agência Espacial Americana agora concentra seus esforços no programa Artemis, que tem como objetivo, oficialmente para 2025, o retorno dos astronautas, incluindo a primeira mulher e o primeiro homem negro sobre solo lunar.

O objetivo é construir uma base na superfície da Lua e uma estação espacial em sua órbita. Tudo isso para fazer uma viagem ainda mais complexa e ambiciosa: enviar uma tripulação a Marte.

O foguete Starship, desenvolvido pela SpaceX – empresa do bilionário Elon Musk – para essas viagens, explodiu em voo durante seu primeiro teste em abril passado.

Rússia em declínio

A Rússia lançará sua nave espacial à Lua na noite de quinta para sexta-feira, a primeira desde 1976.

Chamada de Luna-25, essa missão faz parte de um ciclo com vistas a uma base possível em órbita lunar construída em conjunto com a China.

Sua cooperação com as potências espaciais ocidentais se manteve a praticamente zero após a invasão da Ucrânia. Logo após o início da guerra, porém, o presidente Vladimir Putin garantiu que a Rússia continuaria a implementar seu programa lunar, apesar das ocidentais.

Os novos na corrida

Até o momento, apenas três países conseguiram pousar na superfície da Lua, localizados a cerca de 384 mil milhas da Terra: Rússia, Estados Unidos e China.

Mas os avanços tecnológicos permitem reduzir o custo das missões, o que estimula novos candidatos públicos, ou privados.

Em agosto, a Índia lançou e conseguiu localizar na órbita da Lua o foguete não tripulado Chandrayaan-3. Se tudo sair conforme o planejado, ele deve pousar na Lua até o final do mês.

A Lua não é um alvo fácil, porém. Uma missão israelense privada que inveja uma sonda em 2019 falhou na tentativa. O mesmo problema ocorreu em abril passado com o módulo de aterrissagem Hakuto, da startup japonesa ispace.

Outras duas empresas, as americanas Astrobotic e Intuitive Machines, devem tentar a sorte ainda este ano.

© Agence France-Presse

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