O governo do Chile divulgou hoje (9) o resultado de pesquisa revelando que a presidente chilena, Michelle Bachelet, conta com 84% de aprovação popular. A divulgação ocorre dez dias depois de o país ter sofrido o pior terremoto – seguido de tsunamis e pequenos tremores de terra – dos últimos 50 anos. O governo Bachelet foi criticado por ser lento ao tomar medidas para evitar os saques e à violência nas ruas das áreas afetadas pelo abalo.
Bachelet também foi criticada porque o alerta sobre a ocorrência de tsunamis teria sido dado tardiamente. Isso provocou a demissão do responsável pelo setor, por determinação da Presidência da República e ordem da Marinha.
De acordo com a Presidência da República do Chile, Bachelet conclui o mandato com um “altíssimo nível de aprovação”. O resultado da pesquisa foi revelado a dois dias de ela deixar o cargo e passar o comando do país para o presidente eleito Sebastián Piñera, que é de centro-direita e fazia oposição a Bachelet.
Segundo o governo, a pesquisa foi realizada nos dias 3 e 4 de março, logo depois do terremoto que alcançou 8,8 de magnitude, atingido 30 cidades nas regiões do Centro e Sul do país. Pelo menos 497 pessoas morreram e cerca de 2 milhões foram atingidas. O governo não divulga o cálculo para reconstrução total do país.
Piñera prepara um pacote de medidas com ações direcionadas às vítimas dos terremotos e tsunamis. Uma das propostas é pagar uma espécie de bolsa ajuda no valor de US$ 80. Mas a proposta deve ser submetida ao Congresso Nacional e só depois efetivada. Piñera quer enviar o pacote na próxima segunda-feira (15).
O Brasil e vários outros países estão contribuindo com o governo chileno. Do Brasil, o Chile recebeu helicópteros, hospitais de campanha e telefones portáteis. A Organização das Nações Unidas (ONU) vai colaborar com o envio de recursos. O presidente da Bolívia, Evo Morales, orientou que metade do seu salário pessoal seja repassado – por tempo indeterminado – para os chilenos.