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30 mil deslocados no Líbano por escalada entre Israel e Hezbollah

A intensificação das hostilidades, com ataques aéreos israelenses e foguetes do Hezbollah, forçou milhares a fugir para abrigos e estradas, agravando a crise humanitária em um país com alta concentração de refugiados.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 10h47

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Foto por ANWAR AMRO / AFP

Pelo menos 30 mil pessoas foram deslocadas no Líbano desde o início da intensificação das hostilidades entre Israel e o Hezbollah nesta semana, conforme informou a agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nesta terça-feira (3).

Os deslocados buscaram proteção em abrigos coletivos, carros à beira das estradas ou ficaram presos em engarrafamentos. “Estimativas conservadoras sugerem que quase 30 mil pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos”, disse o porta-voz do Acnur, Babar Baloch. O Programa Mundial de Alimentos da ONU relatou que o governo libanês abriu 21 abrigos até o momento, e o número de deslocados deve aumentar significativamente.

O conflito escalou após o Hezbollah disparar foguetes contra Israel no domingo (1º) à noite, em reação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, os militares israelenses realizaram ataques aéreos em todo o Líbano.

O Líbano, que abriga a maior concentração de refugiados per capita do mundo, com cerca de 1,5 milhão de sírios em uma população de aproximadamente 4 milhões de libaneses, enfrenta uma crise agravada. Mais de 6 milhões de sírios fugiram desde o início do conflito na Síria em 2011, com a maioria se refugiando na Turquia, no Líbano e na Jordânia. O Acnur registrou um aumento no número de refugiados sírios retornando à Síria e implementou um plano de contingência para possíveis influxos adicionais.

Crianças em áreas residenciais estão em perigo imediato devido aos ataques aéreos israelenses. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou que sete crianças foram mortas e 38 ficaram feridas desde segunda-feira. “Cada nova escalada amplia o círculo de danos. Áreas residenciais, escolas e infraestruturas críticas estão sendo afetadas”, declarou o porta-voz do Unicef, Ricardo Pires.

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