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2025 é o terceiro ano mais quente da história, alerta OMM

Temperaturas globais ultrapassaram 1,5°C acima da era pré-industrial por três anos consecutivos, agravando eventos climáticos extremos

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 16h23

Paulo Pinto/ Agência Brasil

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que 2025 foi o terceiro ano mais quente registrado no planeta, consolidando os últimos três anos como os mais quentes desde o início dos registros climáticos. Dados de oito conjuntos globais, incluindo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), confirmam essa classificação, com pequenas variações metodológicas.

Pela primeira vez, o período de três anos apresentou temperaturas médias anuais acima de 1,5°C em relação à era pré-industrial, limite estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015 para mitigar os piores efeitos do aquecimento global. Samantha Burgess, do ECMWF, enfatizou que cada fração de grau importa, especialmente para o agravamento de eventos extremos como ondas de calor e tempestades.

Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia, alertou que a superação desse patamar é inevitável antes de 2030 se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas drasticamente. Atualmente, o aquecimento de longo prazo está em cerca de 1,4°C, mas 2025 excedeu essa média em 1,34°C, segundo a NOAA.

Os oceanos também bateram recordes de calor em 2025, contribuindo para tempestades mais intensas, chuvas torrenciais e elevação do nível do mar. No ano, incêndios florestais na Europa emitiram níveis recordes de CO2, enquanto eventos como o furacão Melissa no Caribe e as monções no Paquistão, que causaram mais de mil mortes, foram agravados pelas mudanças climáticas.

Apesar dos alertas científicos, há resistência política. O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou o país de entidades da ONU relacionadas ao clima, questionando a realidade das mudanças climáticas. Especialistas reiteram que o fenômeno é causado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e exige ações urgentes para gerenciar as consequências. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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