Os mortos nas últimas horas, desabrigados e alguns com problemas de alcoolismo, elevam para mais de 130 o número de mortos por congelamento desde outubro passado. A Polônia passa por um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.
A Polícia polonesa mantém uma ampla operação para evitar que os indigentes passem as noites nas ruas, levando-os a abrigos disponibilizados durante os meses mais frios do ano.
As autoridades sanitárias lembram que essas temperaturas são perigosas para a saúde a quem não usa roupas adequadas de inverno, especialmente para proteger mãos, orelhas, nariz e pés, as partes do corpo mais sensíveis ao frio.
Embora a onda de frio não tenha vindo acompanhada de fortes nevadas dessa vez, os transportes foram afetados pelas gélidas temperaturas noturnas, que nas proximidades de Lodz (centro da Polônia) chegaram inclusive a provocar o descarrilamento de um trem de passageiros, acidente sem vítimas.
A circulação de veículos nas estradas também foi dificultada pelo gelo, que em alguns casos impossibilitou o abastecimento normal a lojas e postos de gasolina. Foram necessários veículos 4×4 para suprir o comércio com mercadorias.
O gelo predomina nas ruas das cidades polonesas, onde se amontoa em grandes blocos após ser afastado pelos serviços de limpeza, dificultando o trânsito normal dos cidadãos.
A onda de frio é especialmente árdua para os mais de 15 mil poloneses que continuam sem eletricidade em algumas áreas rurais do sul do país, onde o gelo danificou cabos elétricos há duas semanas, deixando os moradores sem calefação, água quente e luz.