Os órgãos dos prisioneiros chineses que forem executados serão transplantados apenas para parentes do réu, information pills informaram fontes da Associação Médica da Chinesa hoje, Dia Mundial contra a Pena de Morte.
O compromisso dos médicos chineses representa mais um passo na regularização do obscuro sistema de transplantes chinês e foi anunciado na semana passada em reunião médica internacional em Copenhague, como parte de uma declaração geral.
Os responsáveis pela associação chinesa se reunirão amanhã para discutir este e outros compromissos alcançados na declaração de Copenhague, segundo fontes da organização.
Associações pró-direitos humanos acusaram por décadas a China, país que decreta mais penas de morte no mundo, de realizar o tráfico de órgãos dos executados, sem o consentimento dos familiares.
O Governo chinês negou tais atividades, mas reconheceu ter transplantado órgãos de executados com o seu consentimento (ou dos familiares).
Em resposta às críticas da comunidade internacional, a China estabeleceu este ano uma lei que proibia expressamente o tráfico de órgãos, que entrou em vigor em 1º de maio.
Desde então, as doações de prisioneiros executados foram reduzidas “significativamente”, reconhece a própria imprensa oficial chinesa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou este ano para o aumento do “turismo de transplantes”, que leva cidadãos de países ricos a viajarem aos países em desenvolvimento, entre eles a China, para comprar órgãos.