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Ministério Público do Rio denuncia vereador por importunação sexual

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou nesta sexta (24) o vereador Gabriel Monteiro por importunação e assédio sexual

Por FolhaPress 24/06/2022 5h38

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta sexta (24) o vereador Gabriel Monteiro por importunação e assédio sexual. O processo tramita agora no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em segredo de Justiça.

A denúncia foi feita com base no inquérito da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Polícia Civil, em Jacarepaguá, e apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Zona Sul e Barra da Tijuca. As informações são da Agência Brasil.

O vereador foi denunciado no dia 14 por importunação e assédio sexual. Os crimes estão previstos nos artigos 215A e 216A do Código Penal.

O TJRJ recebeu a denúncia na segunda-feira (20), que, de acordo com o tribunal, está em segredo de justiça por se tratar de um crime de violência sexual. Nesses casos, a Justiça deve preservar a identidade da vítima.

Youtuber e ex-policial militar, Gabriel Monteiro está em seu primeiro mandato e foi o terceiro vereador mais votado do Rio de Janeiro nas últimas eleições municipais.

Ele é alvo de denúncias de estupro, assédio sexual e moral e por forjar vídeos na internet. As denúncias foram reveladas em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, no fim de março.

Monteiro tornou-se réu na Justiça do Rio de Janeiro, em maio, sob acusações de filmar relação sexual com uma adolescente.

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Os relatos foram confirmadas por ex-assessores do vereador, que passou a responder a processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por quebra de decoro parlamentar –com possível pena de cassação do mandato.

Em nota, os advogados do vereador, Sandro Figueiredo e Pedro Henrique Santos, dizem que a denúncia foi feita por ex-assessores do parlamentar, que “já confirmaram trabalhar para a máfia do reboque em depoimento no Conselho de Ética da Câmara e, que na ocasião, outros funcionários estavam dentro do carro com a suposta vítima e desmentiram na delegacia sua versão de assédio. Vale ressaltar ainda que a pessoa só registrou a ocorrência horas antes da reportagem do Fantástico ir ao ar.”








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