Bianca Moura
Especial para o Jornal de Brasília
O Distrito Federal começou 2016 com 684.336 linhas de telefone móveis a menos, incluindo os serviços pós e pré-pagos. Os dados, divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), correspondem aos meses de fevereiro a dezembro do ano passado. Em janeiro, houve crescimento nas vendas. Todas as regiões apresentaram queda no período, refletindo assim no número total do País, que terminou o ano com 22,9 milhões de celulares cancelados.
Para o presidente da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), Eduardo Levy, uma combinação de fatores contribuiu para reduzir os números.
“É preciso considerar a redução do preço adicional por ligações entre operadoras diferentes, a migração de voz para dados, o aumento de encargos e a situação econômica do País”, avalia.
Interação
Outro elemento influenciou os usuários a cancelarem, pelo menos, uma linha de telefone, ao longo de 2015: o aplicativo de bate-papo whatsApp que, ao ter conexão com a internet, permite a interação do cliente com assinantes de outras operadoras, por meio de mensagens ou ligações, sem custos adicionais. Antes, para se comunicar e não pesar no bolso, era preciso ter uma linha em cada operadora.
Até novembro do ano passado, a esteticista Carla Medeiros, 38 anos, tinha uma linha de cada operadora. Ela contava com três celulares com quatro chips. “Além do espaço que ocupava na minha bolsa, eu percebi que não estava mais valendo a pena financeiramente. Decidi encerrar duas contas, dei outra para meu filho e, agora, tenho apenas um número”, explica.
A subgerente Marcela do Nascimento também cortou a quantidade de aparelhos no dia a dia, de quatro para um. “Era uma burocracia porque, no fim do mês, tinha uma conta de cada operadora para pagar. Hoje, tenho apenas uma e resolvo coisas da minha vida pessoal e profissional pelo whatsApp”, diz Marcela.