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Economia

Wall Street reverte perdas após falas de Trump sobre guerra no Irã; Bolsas na Europa e na Ásia caem

Os principais índices americanos iniciaram o dia com a tendência negativa registrada nos mercados asiáticos, que fecharam o dia no negativo

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 19h08

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Foto: Divulgação

FOLHAPRESS

As principais Bolsas do mundo registraram sessões voláteis nesta segunda-feira (9) com os investidores reagindo aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O conflito, que completou dez dias de duração, também vem mexendo fortemente no preço do petróleo, que teve uma subida desenfreada seguida por uma forte queda nesta segunda.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a guerra no Irã está “praticamente concluída”, mexeram com o mercado e causaram uma reviravolta nas ações dos EUA na reta final da sessão.

Os principais índices americanos iniciaram o dia com a tendência negativa registrada nos mercados asiáticos, que fecharam o dia no negativo. No entanto, as perdas foram revertidas e o S&P 500 fechou em alta de 0,83%, o Nasdaq subiu 1,38% e o Dow Jones teve alta de 0,51%.

As falas de Trump também levaram a uma recuperação de moedas de mercados emergentes. No Brasil, o dólar fechou em queda de 1,42%, cotado a R$ 5,165 e a Bolsa teve alta com o impulso do setor petrolífero brasileiro.

Lisa Shalett, diretora de investimentos da Morgan Stanley Wealth Management, escreveu em uma nota no início desta segunda que o mercado de ações dos EUA pode ainda parecer tranquilo, mas há rotações “extremas” e dispersões de ações sob a superfície.

“Nos últimos 80 anos, os choques de petróleo induzidos por guerras não foram gentis com as ações, já que quase todos os episódios catalisaram uma recessão e uma queda do mercado”, escreveu Shalett.

Na Ásia, a queda mais acentuada ocorreu em Seul, com o Kospi desabando 5,96%. Já o Nikkei, de Tóquio, perdeu 5,2%.

A China viu o índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechar com desvalorização de 0,97%, e o índice SSEC, de Xangai, com -0,67%.

“A guerra reduziu o apetite pelo risco”, afirmou Deng Lijun, estrategista da Huajin Securities. “Há muita incerteza, especialmente com relação à duração do conflito”, completou.

As ações do setor de energia se valorizaram, mas a maioria dos outros setores caiu em Hong Kong, com o setor financeiro e o setor de transporte marítimo liderando as quedas.

A venda de ativos de risco se repetiu na Europa, com o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caindo 0,63%. Os maiores mercados europeus também amargaram perdas: Frankfurt (-0,77%), Londres (-0,34%), Paris (-0,98%), Madri (-0,86%) e Milão (-0,29%).

Considerado um porto seguro para os investidores, o ouro à vista caiu 0,53%, para US$ 5.142,37 (R$ 26.564,71) a onça.

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