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Economia

Wall Street fecha em alta, movida pela queda do petróleo

O Dow Jones subiu 0,93%, o Nasdaq avançou 0,48% e o S&P 500 ganhou 0,51%

Redação Jornal de Brasília

25/09/2026 19h44

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira (25), impulsionada pela queda dos preços do petróleo devido às esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz, apesar do alto rendimento dos títulos públicos.

O Dow Jones subiu 0,93%, o Nasdaq avançou 0,48% e o S&P 500 ganhou 0,51%.

“As esperanças de uma saída diplomática para o conflito no Oriente Médio derrubaram os preços do petróleo hoje”, explicou à AFP Angelo Kourkafas, analista da gestora de patrimônio Edward Jones.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, disse a vários meios de comunicação internacionais ter comunicado ao enviado americano Steve Witkoff as condições do Irã para uma reabertura de Ormuz.

“Se determinadas condições forem cumpridas, o estreito será aberto em sete dias e haverá conversas”, afirmou Araghchi.

A queda do preço do petróleo tende a tranquilizar os investidores em relação à inflação e estabiliza as taxas no mercado de títulos, após sua forte alta na véspera.

Os juros dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos de 30 anos atingiram na quinta-feira, durante a sessão, o maior patamar desde 2004, ao se situarem em 5,50%, enquanto a taxa dos papéis de 10 anos chegou a 5,22%, nível não visto desde 2007.

Nesta sexta-feira, o rendimento dos títulos de 10 anos girava em torno de 5,16% antes do fechamento e, no caso dos de 30 anos, de 5,48%.

A praça de Nova York “continua se beneficiando de fundamentos sólidos, especialmente do lado das empresas”, o que lhe permite ser resiliente, segundo o analista Kourkafas.

Após uma semana sob a influência da geopolítica, entre a cúpula da ONU e a visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, a partir de segunda-feira, “os dados econômicos voltarão a ocupar o primeiro plano”, apontaram analistas da Briefing.com.

© Agence France-Presse

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