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Economia

Vorcaro não responde à PF se tem ativos no exterior e diz que seus bens estão declarados

O depoimento prossegue e Vorcaro e a PF não tocam mais no ponto. No início deste ano, o liquidante do Banco Master acionou o tribunal de falência dos Estados Unidos para proteger os ativos da instituição financeira no país.

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 20h30

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Vorcaro crédito INSTAGRAM

LUCAS MARCHESINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não respondeu à PF (Polícia Federal) se tem bens no exterior.
No depoimento dado à PF no fim de dezembro do ano passado, a delegada Janaína Palazzo pergunta se Vorcaro tem ativos no exterior.


“O banco tem ativos no exterior, estava iniciando [esse processo]. Agora, eu talvez tenha sido uma das pessoas mais escrutinadas do Brasil antes dessa operação. Todos os meus bens estão declarados, impostos altíssimos pagos ao longo do tempo”, respondeu Vorcaro.


O depoimento prossegue e Vorcaro e a PF não tocam mais no ponto. No início deste ano, o liquidante do Banco Master acionou o tribunal de falência dos Estados Unidos para proteger os ativos da instituição financeira no país.


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli liberou nesta quinta-feira (29) o acesso aos vídeos dos depoimentos. Eles estavam em sigilo.


A determinação inicial de Toffoli era de que houvesse uma acareação entre Vorcaro, o diretor de Fiscalização do BC (Banco Central) Ailton de Aquino e o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa.


A medida causou estranheza e, diante da pressão recebida, o ministro alterou a sua decisão para que fossem realizados depoimentos com cada um.


A Polícia Federal investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito supostamente fraudadas pelo Master ao BRB. No ano passado, a direção do banco de Brasília informou que os valores foram parcialmente devolvidos -cerca de R$ 10 bilhões haviam sido recuperados.


A Folha de S. Paulo revelou, no entanto, que os ativos repassados pelo Banco Master ao BRB para substituir os créditos fraudados são compostos por fundos que têm em seu patrimônio ações de empresa que perdeu valor, carteiras de crédito inadimplentes (dívidas não pagas ou em atraso) e imóveis da família de Daniel Vorcaro, de baixa liquidez.


Por conta disso, a perda do BRB na operação pode ser ainda maior.


Vorcaro nega no depoimento qualquer crime. “O negócio não foi realizado ao final ,então não existiu ação criminosa. Se tivesse, o banco teria que ter tido alguma vantagem e alguem teria algum prejuízo”, afirmou.


Para ele, a questão é administrativa e deveria estar sendo discutida no BC e não com a PF.

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