Os trabalhadores da fábrica da Volkswagen-Audi em Curitiba colocaram fim, site hoje, à greve que tinham iniciado em 1º de setembro após aceitar um aumento salarial de 11% a partir de novembro.
Além do aumento salarial a empresa aceitou pagar um bônus de R$ 2 mil neste mesmo mês, disse à Agência Efe um porta-voz do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC).
Os metalúrgicos da fábrica da Volkswagen na cidade eram os únicos que continuavam a greve que, na semana passada, paralisou parcial ou totalmente as atividades de outras indústrias de automóveis em Curitiba e em São Paulo para reivindicar aumentos salariais.
Segundo o presidente do SMC, Sérgio Butka, a Volkswagen deixou de fabricar 5.100 veículos nos seis dias de greve (sem incluir sábado e domingo).
A paralisação terminou hoje de manhã, quando, em uma assembléia, os quatro mil trabalhadores da empresa aceitaram o reajuste salarial oferecido pela fabricante.
Os grevistas exigiam inicialmente um aumento salarial de 12%, que incluía uma correção da inflação de cerca de 8% e um aumento real dos salários de 4%.
Inicialmente, a empresa oferecia um aumento de 8,5%, incluindo o ajuste de acordo com a inflação.
Na semana passada, os empregados das fábricas da Volvo e da Renault/Nissan em Curitiba, que também tinham iniciado uma greve em 1º de setembro, voltaram ao trabalho após aceitar um aumento de 10,1% a partir de setembro.
Os metalúrgicos de São Paulo, que chegaram a realizar pequenas paralisações de advertência, aceitaram no sábado um aumento salarial de 11% e desistiram da greve a qual ameaçaram fazer esta semana.