A Vibra Energia, operadora dos postos de combustíveis que ainda utilizam a marca Petrobras, informou que aderirá em abril ao programa de subvenção do óleo diesel criado pelo governo federal para conter a alta nos preços do derivado de petróleo.
A adesão da empresa, que possui cerca de 8 mil postos pelo país e lidera o mercado de diesel com 21,24% de participação, representa um ganho de escala para o programa lançado em 12 de março. Inicialmente, as três principais revendedoras – Vibra, Raízen (postos Shell) e Ipiranga – haviam recusado a participação.
Por meio de nota, a Vibra afirmou estar analisando detalhes técnicos e em diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para esclarecer e ajustar pontos importantes, garantindo conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística. A empresa reiterou apoio a medidas que promovam previsibilidade no mercado nacional, minimizando impactos para consumidores e setores produtivos.
O programa oferece inicialmente R$ 0,32 por litro a produtores e importadores que vendam o diesel abaixo do valor de referência da ANP. Em 6 de abril, o governo ampliou a subvenção, adicionando R$ 1,20 por litro para importações, com custos divididos entre União e estados, totalizando até R$ 4 bilhões por dois meses. Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. As beneficiadas devem repassar a redução aos consumidores.
A ANP monitora os preços por meio de uma tabela de referência, com valores entre R$ 5,51 e R$ 5,75 por litro para importadores, variando por região. Até o momento, nove empresas aderiram, incluindo a Petrobras e a Refinaria de Mataripe, na Bahia.
A alta nos preços dos combustíveis foi impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro com ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, afetando a oferta global de petróleo. No Brasil, cerca de 30% do consumo de diesel vem do mercado internacional.
O impacto foi refletido na inflação oficial: o IPCA de março registrou alta de 0,88%, puxada pelo grupo de transportes, com os combustíveis subindo 4,47%. O diesel, em particular, avançou 13,90% no mês, contra 0,23% em fevereiro.
Com informações da Agência Brasil