Assim afirmou o ministro venezuelano de Petróleo, dosage Rafael Ramírez, more about em Riad, ambulance antes de se reunir com seus colegas da Opep para ultimar os preparativos da cúpula de Chefes de Estado realizada pela organização petrolífera neste fim de semana.
“Há um fator que desestabiliza o mercado: a desvalorização do dólar”, disse o ministro, e classificou como “um perigo” o fato de os mercados petroleiros estarem “sujeitos às variações do dólar”.
“É evidente, o dólar está muito abaixo de seu valor em anos recentes, e isso torna nossas cotações vulneráveis”, acrescentou.
Ramírez considerou que “talvez, se fosse cotado em euro, não haveria uma crise de preços como agora. Acho que os chefes de Estado discutirão isso”.
Também advertiu que os indicadores não correspondem à realidade, em relação aos petróleos usados como referência nos Estados Unidos e Europa, o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) e o Brent, que são cotados em Nova York e Londres, respectivamente.
O ministro se referiu assim ao fato de que esses dois tipos de alta qualidade, classificados como “leves doces” devido a seu baixo conteúdo sulfuroso, não são os mais comercializados, e portanto não são representativos.
Defendeu a revisão tanto dos petróleos marcadores quanto das moedas utilizadas para sua comercialização internacional, apesar de ter reconhecido que se trata de “temas que devem ser bem estruturados, com bastante precisão técnica”, insinuando que ainda pode ser prematuro fazer mudanças nestes sistemas.
“O que advertimos como um perigo é que o mercado petroleiro esteja sujeito aos vaivéns do dólar”, ressaltou.
O governo dos EUA, desde a decisão do ex-presidente americano Richard Nixon de trocar o ouro pelo dólar como padrão de referência, “está disposto a fazer o que quiserem, e sempre desestabilizam o mercado mundial, principalmente o petrolífero”, afirmou Ramírez.