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Economia

Veja quais instituições faziam parte do Banco Master

Além das instituições do conglomerado Master, o Banco Central decretou, em 15 de janeiro, a liquidação da Reag

Redação Jornal de Brasília

22/01/2026 18h07

Foto: Banco Master/Divulgação

Foto: Banco Master/Divulgação

JÚLIA GALVÃO
FOLHAPRESS

Com as liquidações do Banco Master e do Will Bank, investidores passaram a ter dúvidas sobre quais instituições faziam parte do mesmo conglomerado financeiro e como as decisões do BC (Banco Central) foram aplicadas ao grupo.

A liquidação do Banco Master S.A., instituição líder do conglomerado, foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Na mesma decisão, também foram liquidadas outras três empresas do grupo: o Banco Master de Investimento S.A., o Banco Letsbank S.A. (atual Banco Bluebank S.A.) e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Na época, o conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional.

O Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecido como Will Bank e controlado pelo Banco Master, foi o único participante do conglomerado que não foi incluído na primeira liquidação.

O Banco Central avaliou que havia, naquele momento, investidores interessados na aquisição da instituição e, por isso, colocou o banco digital sob regime de administração especial temporária, que poderia ser mantido por até 120 dias.

Como as negociações não se concretizaram, o Banco Central decretou, na última quarta-feira (21), a liquidação do banco digital.

Além das instituições do conglomerado Master, o Banco Central decretou, em 15 de janeiro, a liquidação da Reag. Apesar de não fazer parte do mesmo grupo, a empresa é investigada por suposta participação em uma fraude financeira que teria inflado artificialmente ativos ligados ao Master.

A empresa também foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em agosto de 2025, que apura a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal, incluindo o mercado financeiro.

INVESTI NO MASTER E NO WILL BANK. VOU RECEBER OS VALORES DO FGC?


Com a liquidação do Will Bank, investidores também voltaram a questionar se terão direito ao ressarcimento pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Segundo o fundo, assim como no caso do Banco Master, os pagamentos serão realizados de acordo com o regulamento do fundo, com base nos dados e valores apurados pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.

A quantidade de clientes beneficiados e o valor final a ser pago ainda dependem da consolidação das informações. Segundo o FGC, com base no censo de novembro de 2025, informado pela Will Financeira, o valor estimado para pagamento é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões.

O fundo ressalta, no entanto, que o banco digital faz parte do conglomerado Master, o que pode impactar o valor efetivamente desembolsado. Isso ocorre porque alguns beneficiários podem já ter atingido o limite de cobertura ao receber valores referentes à liquidação de outras instituições do grupo.

Os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC antes da aquisição da Will Financeira pelo Banco Master, em 30 de agosto de 2024, têm a garantia preservada, até o limite de R$ 250 mil. Já a partir de 1º de setembro de 2024, nos casos em que o cliente possua produtos tanto no Banco Master quanto na Will Financeira, os valores passam a ser consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. Assim, se o credor já tiver recebido o valor máximo da garantia na liquidação do Banco Master, não haverá valores adicionais a receber.

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para o total de depósitos e créditos cobertos em cada instituição ou conglomerado associado. Além disso, há um teto global de R$ 1 milhão por período de quatro anos, no caso de quebra de mais de uma instituição no mesmo intervalo. Entre os instrumentos garantidos estão conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA, conforme previsto no regulamento do fundo.

COMO RECUPERAR OS VALORES COBERTOS PELO FGC?

1) Pessoas físicas devem baixar o aplicativo do FGC na Apple Store ou na Play Store. Já as pessoas jurídicas devem realizar o procedimento pelo site da instituição;

2) Faça o cadastro utilizando os dados do titular do investimento ou conta corrente. É necessário informar nome completo, CPF e data de nascimento e criar uma senha de acesso ao app. Em seguida, abra o email informado no cadastro para visualizar o código de verificação solicitado;

3) Após a validação, aparecerá a mensagem “Cadastro realizado!”. Para acessar o aplicativo e suas funcionalidades, toque em “Fazer Login”. Depois de logado, cadastre a conta em que deseja receber o dinheiro quando ele for liberado. Para isso, clique em “Meu perfil” e vá em “Contas bancárias”;

4) Em “Instituição financeira”, busque pelo seu banco ou instituição de pagamento. Selecione conta corrente e informe os dados da conta que deseja cadastrar para receber a garantia;

5) Solicite o pagamento de garantia na página inicial do app clicando na instituição na qual tinha conta ou na qual investia;

6) Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber;

7) Será necessário verificar a identidade via biometria (abrindo câmera do celular) e fazer a assinatura digital confirmando a solicitação do pagamento da garantia;

8) Estimativas do FGC indicam que em dois dias úteis o dinheiro será depositado na conta informada.

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