Sheila Oliveira
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Quem deixou para trocar de carro ou comprar um modelo zero no mês de dezembro pode ter feito um mau negócio. As novas regras do Banco Central – com o objetivo de frear o consumo, conter a inflação e diminuir o endividamento da população – relacionadas ao financiamento de veículos, restringiram os empréstimos e aumentaram as taxas de juros de 1,4% ao mês para 2,16%, em média.
De acordo com levantamento do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv-DF), as parcelas de um carro financiado podem ficar até 12% mais caras, equivalente a quase R$ 200 em cada prestação. “Na verdade, o governo tirou poder de compra da Classe C ao restringir o crédito e aumentar os juros. Hoje, quem quer comprar um carro não poderá financiá-lo 100%, terá que dar uma entrada”, explica Ricardo de Oliveira, presidente do Sincodiv-DF.
O novo plano da política econômica, cujo objetivo é evitar a inadimplência no setor, prevê que financiamentos devem ter entrada mínima que vão variar de acordo com o prazo de pagamento. Na prática, quem for comprar um automóvel em até 24 vezes será obrigado a dar uma entrada de, pelo menos, 20% do valor do carro. O parcelamento de 48 a 60 meses exige uma entrada de no mínimo 40%. Para o professor de Economia da Faculdade Upis, Bento Féliz, o mais indicado no momento é aguardar para realizar a compra. “Se a pessoa puder esperar, o certo é juntar um capital maior para poder comprar o carro à vista. Se isso não for possível, recomendo que dê uma boa entrada para pagar prestações que cabem no bolso”, opina.
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