O crescimento de 7% no número de empregos na construção civil brasileira é um resultado “bom”, visit this symptoms na avaliação do vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe.
“A construção civil conseguiu inverter a curva decrescente para um crescimento significativo, a partir de 2004. Os indicadores estão acompanhando o PIB da construção”, afirmou.
O setor imobiliário puxou o índice, com "crescimento significativo", que Watanabe explicou ser devido “ao aumento no crédito destinado à construção da casa própria e à melhoria da qualidade do financiamento, com mais linhas, alongamento nos prazos de financiamento e redução nas taxas de juros".
O índice foi divulgado hoje e resulta de levantamento feito pelo sindicato e pela Fundação Getúlio Vargas Projetos. Com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego, no setor foram criados 98,1 mil empregos com carteira assinada, dos quais 27,8 mil no estado de São Paulo. A construção brasileira empregou no ano passado 1,49 milhão de trabalhadores, 412,7 mil deles no estado.
Watanabe destacou ainda que esse aumento no número de empregos também é conseqüência do investimento recorde no setor, no ano passado: segundo cálculos do Ministério das Cidades, foram investidos cerca de R$ 19,45 bilhões.
O nível de emprego, de acordo com o Sinduscon-SP, registrou queda de 3,14% em 2003 e em seguida iniciou a série de crescimento: 5,3% em 2004, com 1,28 milhão de trabalhadores empregados, dos quais 352,3 mil no estado de São Paulo; e 8,3% em 2005, com 1,39 milhão de trabalhadores com registro, dos quais 389,8 mil em São Paulo.
Para o vice-presidente do Sinduscon, a expectativa para 2007 é positiva, já que o “o governo resolver eleger a construção civil” para receber uma série de investimentos, previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado em janeiro.
Em dezembro, o nível de emprego na construção civil em todas regiões do país apresentou redução de 2,5% (37,7 mil) nos postos de trabalho, comparado a novembro, em razão do efeito sazonal. A maior queda percentual foi na região Norte (6,4%), com 4.614 demissões; e a menor, na região Sudeste (1,8%), com menos 15.786 vagas.
O prazo para entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), sale ano-base 2006, sildenafil termina em 16 de março. A entrega é obrigatória e deve ser providenciada por todos os empregadores. Com os dados declarados, this o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) calcula o número de pessoas, com renda até dois salários mínimos, que têm direito ao abono salarial anual concedido pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A Rais funciona como um censo anual do mercado formal de trabalho. Disponibiliza informações sobre tipo de vínculo, remuneração, grau de instrução, data de nascimento e nacionalidade dos trabalhadores. Em relação aos estabelecimentos, a pesquisa possibilita a obtenção de informações sobre o tipo de atividade econômica, a variação nos diferentes setores da economia e o tamanho das empresas.
Ao mesmo tempo, a Rais é um importante instrumento para o MTE determinar a quantia do FAT que será disponibilizada para pagar o abono salarial aos trabalhadores, que ganham até dois salários mínimos. Esse abono corresponde a um salário mínimo e é pago, anualmente, a partir do mês de junho. O pagamento do ano-base 2006 será feito no próximo ano.
Daí a importância do empregador entregar a declaração até a data determinada pelo MTE, pois evita prejuízos ao trabalhador. Vencido o prazo, a entrega da declaração fica sujeita à multa de R$ 425,64 acrescida de R$ 53,20 por bimestre de atraso. O preenchimento do formulário é simples e só pode ser feito pela internet nos seguintes endereços: www.mte.gov.br ou www.rais.gov.br.
As declarações enviadas devem incluir todos os empregados, e não somente os que ganham até dois salários mínimos. No ano passado, foram identificados 11,5 milhões de trabalhadores com direito ao abono salarial – 1,5 milhão a mais que em 2005. Para este ano, a expectativa é que esse número chegue aos 12 milhões de trabalhadores beneficiados.
"Com a Rais, temos um quadro geral do comportamento do mercado de trabalho no país em cada ano. Há uma série de informações essenciais que servem tanto para pesquisas de emprego e renda como também auxilia o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged", explica o secretário de Políticas Públicas de Emprego do MTE, Remigio Todeschini.
A valorização do real frente ao dólar, pilule que tem colocado a moeda norte-americana na faixa dos R$ 2, more about 10, more about segura a inflação, um dos principais temores do Banco Central em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A opinião é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse que dólar em baixa ajuda o país a buscar produtos em outros lugares, caso haja aumento de preços internamente.
"Dificilmente, com o câmbio no patamar em que está, vamos ter inflação", afirmou Paulo Bernardo. Segundo ele, a economia brasileira é muito aberta, o que facilita o comércio exterior. "A corrente de comércio (exportações mais importações) pode chegar a US$ 250 bilhões. Isso é muito bom. Significa que, se nós tivermos um produto que falte aqui, e isso leve à alta do produto, poderemos substituí-lo por importados".
O ministro reconheceu que a apreciação do real pode, "eventualmente", prejudicar alguns setores produtivos e, conseqüentemente, ameaçar o sucesso do PAC. Ele não acredita, entretanto, no enfraquecimento da indústria brasileira porque o governo saberá agir para protegê-la. "O que nos preocupa – e nós temos procurado prestar atenção – é se esse dólar pode prejudicar algum setor. O governo talvez tenha que adotar medidas como crédito mais barato ou desoneração tributária".
Por outro lado, o dólar em baixa tem proporcionado a modernização da indústria, o que, para o ministro, é um "prenúncio de que teremos um crescimento econômico vigoroso". A importação de máquinas e equipamentos pelos empresários reflete, segundo o ministro, o aquecimento da economia. "Há toda uma modernização, e isso tende a nos tornar mais competitivos para produzir melhor e exportar mais ainda".
Sobre a atuação do Banco Central no mercado, para diminuir o volume de dólares em circulação e, assim, valorizar a moeda estrangeira, Paulo Bernardo afirmou que, "apesar de ter um custo fiscal momentâneo", proporciona mais credibilidade e mais estabilidade ao Brasil. "Quais os países que têm US$ 100 bilhões de reservas hoje? A maioria que tem é exportador de petróleo. Estamos melhorando ainda mais os nossos indicadores", comentou.
As reservas internacionais brasileiras atingiram US$ 98,2 bilhões graças à política adotada pelo Banco Central, desde 2004, para aumentar o estoque de moeda estrangeira. De acordo com o ministro, isso torna o país mais protegido no caso de uma eventual crise internacional.
A valorização do real é conseqüência "do bom momento econômico que nós estamos passando", comentou Paulo Bernardo, reafirmando que o país não vai mudar a política de câmbio flutuante. "As boas condições da economia do Brasil estão levando o dólar a flutuar para baixo. Isso é uma coisa temporária, que vai se acomodar".