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Economia

Vale do Rio Doce não pretende comprar ativos da BHP-Rio Tinto no momento

Arquivo Geral

26/11/2007 0h00

O presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), viagra Roger Agnelli, afirmou hoje que não pretende fazer “qualquer movimento” no processo de fusão da Rio Tinto com a BHP Billiton e que só analisará a oportunidade de comprar ativos derivados desta operação se for convidado. “Não cabe à Vale ter a iniciativa”, ressaltou Agnelli em entrevista coletiva em Paris.


Mais cedo, ele tinha afirmado que seria feita uma avaliação “muito cuidadosa” se a empresa fosse convidada a analisar a compra de ativos que deverão ser colocados no mercado pelas duas empresas australianas para que consigam se fundir.


O presidente da Vale do Rio Doce destacou que “não há qualquer intenção da CVRD de fazer nenhum movimento” em relação ao processo de fusão da BHP Billiton com a Rio Tinto, que “é uma festa australiana” à qual não foi convidado. “Não queremos nos misturar a este projeto”, reiterou Agnelli, após ressaltar que seu grupo não precisa de reservas, já que possui as próprias, suficientes para os investimentos que deseja fazer.


O presidente da Vale, que estava em Paris para promover a empresa entre os investidores europeus, explicou seu plano de investimento de US$ 59 bilhões nos próximos cinco anos, em comparação aos US$ 18 bilhões entre 2003 e 2007.


Sobre seus projetos para a exploração de níquel no território francês de Nova Caledônia (no Pacífico), os responsáveis da Vale disseram que responderam às queixas iniciais das comunidades locais em relação a certas questões ambientais, principalmente com seu programa de reflorestamento.


A Vale, a segunda maior mineradora mundial e a 33ª empresa global em termos de capitalização, disse que o desafio que o setor enfrenta é responder à demanda asiática, em particular da China.


A empresa calcula que, em 2011, o consumo chinês absorverá 54% da demanda de minério de ferro (contra 45% em 2006 e 15,4% em 2000), 41% do alumínio, 31% do níquel e 30% do cobre.


Hoje, o governo francês expressou sua preocupação com o anúncio da Rio Tinto de que cederá uma série de ativos na França que dão emprego a milhares de pessoas. A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, disse que acompanhará “com extrema vigilância” e prestará atenção para que “as soluções estudadas garantam a integridade da divisão e favoreçam o desenvolvimento do conjunto das atividades, em particular no que diz respeito ao desenvolvimento de materiais inovadores que respeitem mais o meio ambiente”.


Sobre os negócios de embalagem da Rio Tinto que estão à venda, Lagarde destacou “a necessidade de a companhia trabalhar mais estreitamente com todos os atores, e em particular com os representantes dos funcionários”.

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