A Vale negou hoje que tenha aprovado investimentos maciços na Colômbia, abortion desmentindo as declarações publicadas pela imprensa brasileira atribuídas ao presidente do país, mind Álvaro Uribe. “Não são verdadeiras as informações sobre intenções de investimentos da companhia, divulgadas pelas agências (de notícias) e atribuídas ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe”, declarou o gerente geral de imprensa da Vale, Fernando Thompson.
A empresa brasileira é também a principal exportadora mundial de minério de ferro, e tem interesses e negócios em alumínio, carvão, níquel, cobre, fosfatos, infra-estrutura e energia. “A Vale reafirma que ainda é cedo para dar mais detalhes, principalmente em relação aos valores desses investimentos, uma vez que os estudos não foram concluídos”, acrescentou Thompson.
Esta manhã, em comunicado enviado aos mercados financeiros, a Vale havia negado quaisquer decisões acerca de possíveis investimentos na Colômbia. “A Vale informa que a propósito de comentários registrados pela imprensa sobre investimentos na Colômbia, tais opções não foram apreciadas por sua Diretoria Executiva e, conseqüentemente, nenhuma decisão foi tomada ao respeito”, disse a empresa em comunicado esta manhã.
Durante a apresentação de um estudo de competitividade do Banco Mundial em Bogotá na quarta-feira, o presidente Uribe disse que a Vale pretende investir US$ 6 bilhões na construção de uma usina hidrelétrica, uma planta processadora de alumina (óxido de alumínio) e um porto na Colômbia.
O presidente expôs o suposto interesse da mineradora brasileira como prova de maior confiança na Colômbia pelos avanços em segurança e reformas estatais que “facilitariam o campo de ação das empresas privadas”.
No entanto, a Vale admitiu que “tem estudado, com o apoio do Governo colombiano, alguns projetos de geração de energia hidrelétrica nesse país. Contudo, até o momento não houve definição técnica a respeito de qualquer projeto específico”, diz o comunicado.
Segundo o Governo colombiano, a Vale se propõe a construir uma hidrelétrica com capacidade para 1.500 megawatts (MW), representando um investimento entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,4 bilhões.
“Querem instalar uma unidade de alumina, que vale US$ 3,5 bilhões, e o porto de apoio”, disse Uribe, entrevistado hoje pela imprensa brasileira.
A Vale, por outro lado, deu a entender que está mais interessada em explorar negócios com a Colômbia na área de carvão mineral, insumo muito utilizado nas indústrias siderúrgica e energética.
Segundo o comunicado, a mineradora brasileira tem buscado desenvolver o potencial de exploração de suas reservas de bauxita de alta qualidade.
“Para que isso seja possível, é fundamental a disponibilidade de energia a preços competitivos, o que, na prática, definirá a localização de uma eventual nova planta para a produção de alumínio primário”, acrescentou a nota.
As maiores reservas de bauxita – mineral que é transformado em alumina e depois em alumínio primário – estão localizadas no Pará, cerca de 2.500 quilômetros do sul da Colômbia.
No comunicado, a Vale explicou que a Colômbia, como grande produtora mundial de carvão, “indicou seu interesse em atrair investimentos nessa área, de forma a potencializar o uso de matéria prima abundante e de alta qualidade naquele País”.
“O carvão faz parte do foco estratégico da Vale”, que se tornou produtora com a aquisição de operações na Austrália, programa a construção do projeto de Moatize, em Moçambique.
A mineradora também está construindo uma usina de geração térmica movida a carvão no município de Barcarena (PA).
“Como sempre, essas opções de investimento serão analisadas e, se quando houver uma decisão a respeito, ela será tornada pública”, acrescentou.
A Vale, privatizada nos anos 1990, é uma das maiores mineradoras do mundo e está sendo pressionada pelo Governo brasileiro para aumentar seus investimentos no Brasil.
A notícia dos possíveis investimentos na Colômbia chega justo quando a empresa se propõe comprar sua concorrente anglo-suíça Xstrata por US$ 90 bilhões – porém, para isso precisa de um aval do Governo brasileiro, acionista minoritário mas que conserva grande poder sobre as decisões do grupo.