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Economia

United e Continental pedem calma, mas deixam porta aberta para fusões

Arquivo Geral

15/04/2008 0h00

A fusão anunciada entre as companhias aéreas Delta e Northwest aumentou a pressão sobre a United Airlines e a Continental, erectile cujos responsáveis apressaram-se hoje em pedir calma, side effects embora tenham deixado a porta aberta para uma operação similar entre as duas, what is ed o que mudaria o panorama do transporte aéreo mundial de passageiros.

“Participaremos da consolidação (do setor) quando for, caso seja, uma opção conveniente e quando ofereça os correspondentes benefícios para empregados, clientes e acionistas”, afirmou hoje Gleen Tilton, presidente-executivo da UAL, matriz da United.

Delta e Northwest anunciaram na segunda-feira seu projeto de fusão por meio de uma troca de ações que permitirá criar a maior companhia aérea do mundo e cujos detalhes foram apresentados hoje a analistas e meios de comunicação.

Desde que iniciaram, há meses, os rumores de que a Delta e a Northwest estavam negociando uma fusão, os analistas e meios especializados previram que a United e a Continental fariam o mesmo – em ambos os casos, buscando a sobrevivência em um setor cada vez mais afogado pelo aumento da concorrência e o encarecimento dos combustíveis.

Dessa forma, o setor passaria a ser protagonizado por quatro grandes empresas (Delta, American Ailines, US Airways e a resultante da fusão entre United e Continental), frente às seis atuais.

“A indústria mudou drasticamente, tanto no mundo como no mercado nacional, e os antigos paradigmas já não são aplicáveis”, explicou o principal responsável de United a seus empregados, segundo um trecho da mensagem fornecido pela companhia.

“O atual cenário econômico e dos combustíveis só está acelerando a necessidade de uma nova estratégia para a indústria. A consolidação não é senão uma das mudanças necessárias para conseguir uma rentabilidade sustentada”, acrescentou o diretor de United.

Por isso, assegurou que a companhia aérea, membro da aliança internacional Star Alliance e com mais de 3.300 vôos diários a 200 destinos, adotará, “à medida que evolua a indústria, as medidas necessárias para fortalecer sua competitividade mundial”.

Também o presidente e executivo-chefe da Continental Airlines, Larry Kellner, se dirigiu hoje a seus mais de 45 mil empregados para se pronunciar sobre uma fusão que, segundo ele, “mudará o panorama competitivo tanto para a Continental como para todo o setor”.

“Como já repetimos durante mais de um ano e meio, nós preferiríamos ficarmos independentes enquanto o cenário competitivo se mantivesse”, apontou o diretor, que, no entanto, assinalou que a fusão de Delta e Northwest “muda esse panorama”.

Por esse motivo, indicou que a companhia revisará suas “alternativas estratégicas”.

O executivo lembrou ainda que, de todo modo, a fusão “é complexa e levará tempo”, por isso, “durante pelo menos mais seis meses a Delta e a Northwest deverão continuar operando de forma independente”.

“Comunicaremos qualquer mudança que resulte desta revisão”, apontou Kellner, destacando a grande “força” de sua companhia aérea, sua “invejável” posição privilegiada em Nova York, sua recém melhorada situação nos vôos transatlânticos e sua completa rede de acesso à América Latina, assim como uma crescente oferta na Índia e Ásia.

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